Autoridade ucraniana espera que em breve ocorram "conversas técnicas" sobre guerra da Rússia

28 ago 2026 - 11h36
(atualizado às 12h17)
Resumo
Kyrylo Budanov, assessor presidencial da Ucrânia, prevê conversas técnicas com a Rússia em breve, mas descarta um fim rápido para a guerra, considerando irrealista o término do conflito antes do inverno. Enquanto os ataques à infraestrutura energética se intensificam, as negociações de paz seguem travadas: Moscou exige a retirada ucraniana da região de Donbas, condição rejeitada categoricamente por Kiev.

O principal assessor ‌presidencial da Ucrânia afirmou nesta sexta-feira que negociações técnicas sobre a guerra da Rússia provavelmente ocorrerão em um futuro próximo, mas acrescentou que não espera um acordo rápido.

"Acho que todos verão ⁠as negociações acontecerem muito em breve. Mas isso ‌envolverá principalmente o aspecto técnico das questões e aos preparativos para algo maior, ao ‌qual espero que cheguemos eventualmente", ‌disse Kyrylo Budanov em entrevista para ⁠o projeto do YouTube "Moseichuk+".

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As negociações de paz apoiadas pelos EUA ainda não produziram resultados tangíveis para pôr fim à guerra, que já está em seu quinto ano. A última rodada de ‌negociações trilaterais ocorreu em fevereiro.

Questionado se os combates ‌se prolongariam durante ⁠o ⁠inverno, Budanov disse que era "irrealista" esperar que a guerra terminasse ⁠agora.

Nos últimos ‌meses, ambos os lados ‌intensificaram significativamente os ataques à logística, à infraestrutura portuária e às instalações de energia. Espera-se também que a Rússia retome sua ⁠campanha implacável contra a rede elétrica da Ucrânia com a aproximação do inverno.

Ucrânia e Rússia precisam chegar a um ponto em que estejam prontas para, simultaneamente, ‌dar um passo uma em direção à outra, disse Budanov, que é o representante de ⁠seu país nas negociações, acrescentando que Kiev está aberta a isso.

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"E, neste momento, a Federação Russa — e estou dizendo isso como alguém profundamente envolvido nesse processo — está afirmando abertamente: 'talvez quiséssemos, mas não'".

A principal exigência da Rússia é a retirada da Ucrânia da região de Donbas, que as tropas russas não conseguiram ocupar totalmente durante sua invasão em grande escala. Kiev afirma que não cederá o território que ainda controla.

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