A Arquidiocese de São Francisco, nos Estados Unidos, chegou a um acordo para pagar US$ 395 milhões (R$ 2 bilhões) para indenizar vítimas de abuso sexual cometido por membros do clero, informaram os advogados dos sobreviventes na última segunda-feira (29).
O entendimento envolve cerca de 530 processos movidos por vítimas de pedofilia ao longa da infância.
Segundo o advogado das vítimas Jeff Anderson, o acordo foi firmado no contexto do processo de reestruturação por falência clerical iniciado pela arquidiocese em 2023, após enfrentar centenas de ações judiciais relacionadas a abusos sexuais.
Além da compensação financeira, a decisão prevê a adoção de medidas destinadas a prevenir novos casos de abuso dentro da Igreja. Entre elas está a obrigação de que o arcebispo de São Francisco, Salvatore Cordileone, envie uma carta individual de pedido de desculpas a cada uma das vítimas.
Em comunicado, Cordileone afirmou que o acordo representa "um caminho para uma compensação justa aos sobreviventes que carregaram o fardo desse abuso ao longo de suas vidas".
O arcebispo também expressou a expectativa de que a iniciativa contribua para que tanto as vítimas quanto a Igreja possam seguir em frente.
"Embora a grande maioria das alegações de abuso sexual associadas a essa falência ocorra há muitas décadas, assumimos total responsabilidade pelo ocorrido e peço sinceras desculpas a todos os que foram prejudicados", acrescentou, enfatizando que todos continuam "comprometidos com a cura e o cuidado dos sobreviventes que sofreram por causa dos pecados passados de ministros da igreja".
Em 2023, a Arquidiocese de São Francisco pediu recuperação judicial para enfrentar mais de 500 ações cíveis movidas com base em uma lei da Califórnia, aprovada em 2019, que ampliou o prazo de prescrição para processos relacionados a abuso sexual infantil. .