EXCLUSIVO-Aprovação de Trump cai a 31%, nível mais baixo já registrado, diz pesquisa Reuters/Ipsos

19 out 2026 - 17h27
(atualizado às 18h03)
Resumo
A aprovação de Donald Trump caiu para o recorde de 31%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos, pressionada pela alta da gasolina após ataques ao Irã e pela reprovação de 68% à sua gestão econômica. O cenário ameaça o Partido Republicano nas eleições de meio de mandato: os democratas lideram a preferência para o Congresso com 47% contra 35%, vantagem de 12 pontos impulsionada pelo eleitorado feminino, o que pode dar à oposição o controle da Câmara e do Senado e travar a agenda do governo.

O índice de aprovação do ‌presidente Donald Trump caiu para um nível recorde de baixa, à medida que os norte-americanos se mostram preocupados com os altos preços da gasolina e parecem dispostos a punir seu Partido Republicano nas eleições de meio de mandato em 3 de novembro, mostrou pesquisa Reuters/Ipsos encerrada nesta segunda-feira.

O desempenho de Trump no ⁠cargo é aprovado por 31% dos norte-americanos, queda de um ponto percentual em ‌relação a duas semanas atrás e o nível mais baixo em qualquer um de seus mandatos presidenciais, segundo a pesquisa realizada ao longo de quatro ‌dias.

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Quando questionados sobre em qual partido votariam se ‌as eleições para o Congresso fossem realizadas hoje -- na chamada pergunta de "cédula ⁠genérica" --, cerca de 47% dos eleitores registrados na pesquisa nacional escolheram os democratas e 35% optaram pelos republicanos. A vantagem de 12 pontos dos democratas foi a maior registrada neste ciclo eleitoral e pode reforçar as esperanças do partido de conquistar o controle da Câmara dos Deputados e do Senado dos EUA.

Para ‌os republicanos, perder o controle de qualquer uma das Casas poderia complicar a agenda ‌de Trump nos últimos ⁠dois anos de ⁠seu mandato.

As pesquisas de votação genérica são pesquisas nacionais que oferecem uma visão geral de ⁠qual partido os entrevistados desejam ver no ‌comando do Congresso. Embora ofereçam ‌uma visão do sentimento público nacional, elas não captam todas as nuances das disputas Estado a Estado e distrito a distrito que determinam o controle do Senado e da Câmara, disputas nas quais os republicanos detêm ⁠algumas vantagens estruturais.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada duas semanas antes mostrou os democratas à frente dos republicanos por 7 pontos, 44% contra 37%.

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Grande parte da queda no apoio aos candidatos republicanos ao Congresso deveu-se a uma parcela maior de mulheres que afirmaram que escolheriam os democratas. ‌Cerca de 50% das eleitoras disseram que votariam nos democratas, em comparação com 32% que optariam por candidatos republicanos. Os homens também favoreceram os democratas, ⁠mas por uma margem menor.

A popularidade de Trump tem sofrido desde que ele ordenou ataques militares contra o Irã em fevereiro, ao lado de Israel, aliado dos EUA. A guerra provocou um aumento nos preços da gasolina, afetando as finanças das famílias. Cerca de 68% dos norte-americanos desaprovam a maneira como Trump lida com a economia, incluindo 37% dos que se identificam como republicanos.

Os eleitores da pesquisa escolheram os democratas em vez dos republicanos como os melhores gestores da economia, por 40% a 33%.

A pesquisa, realizada online, reuniu respostas de 1.679 adultos norte-americanos, incluindo 1.279 eleitores registrados. Os resultados têm margem de erro de 2 pontos percentuais para todos os entrevistados e de 3 pontos para os eleitores registrados. 

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