Donald Trump e Vladimir Putin conversaram por telefone sobre o fim da guerra na Ucrânia, após missão de enviados dos EUA a Moscou e Kiev. Putin negou planos agressivos contra a Europa e defendeu o fim do conflito para restaurar laços com Washington, enquanto Moscou elogiou a postura norte-americana nas tratativas. Apesar do diálogo diplomático positivo de uma hora entre os líderes, a Rússia retomou os ataques aéreos contra a região de Kiev logo após o término de uma breve trégua de três dias.
O Kremlin informou nesta terça-feira (8) que os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, realizaram uma conversa telefônica centrada nas negociações para o fim da guerra na Ucrânia.
O mandatário russo, citado pela agência TASS, garantiu ao republicano que a Rússia "não tem absolutamente nenhum plano agressivo em relação à Europa". A conversa aconteceu pouco tempo depois da mais recente missão dos enviados de Washington.
"Os mitos sobre uma ameaça russa servem aos europeus apenas como pretexto para aumentar o apoio à Ucrânia e elevar seus próprios gastos militares", disse o assessor presidencial russo Yuri Ushakov.
Durante a conversa, que durou aproximadamente uma hora, Putin e Trump também "avaliaram positivamente" os resultados da missão a Moscou e Kiev realizada pelos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.
Ushakov acrescentou que Trump tem interesse em alcançar um avanço na resolução do conflito na Ucrânia durante sua presidência. Putin, por sua vez, enfatizou a necessidade de encerrar a guerra e afirmou que isso abriria perspectivas para "uma ampla restauração das relações entre a Rússia e os EUA".
O ministro das Relações Exteriores de Moscou, Sergei Lavrov, disse que os EUA reconhecem os "princípios fundamentais" para encontrar uma solução negociada para o conflito em Kiev e estão "tentando ajudar nesse sentido".
"O fato de os americanos, em todos os seus contatos conosco, especialmente em suas tratativas com o presidente Putin, basearem suas ações nessas realidades certamente gera uma resposta positiva de nossa parte e nos deixa dispostos a continuar dialogando com eles", declarou.
Apesar das conversas sobre o fim das hostilidades no leste europeu, a Rússia retomou os ataques a Kiev após uma trégua de três dias, que coincidiu com as reuniões realizadas por Kushner e Witkoff. Os serviços de emergência relataram que edificações foram atingidas nos distritos de Boryspil e Fastiv, nos arredores da capital ucraniana. .