O tráfego no Estreito de Ormuz despencou para apenas três navios de carga na quarta-feira, ficando muito abaixo da média diária de 17 embarcações, segundo dados de rastreamento marítimo. A drástica redução decorre da intensificação do conflito no Golfo Pérsico, marcada por bombardeios sauditas no Iêmen e ataques de mísseis e drones dos rebeldes houthis contra a Arábia Saudita, além de danos a oleodutos locais, o que amplia a influência do Irã e eleva o risco ao abastecimento global de petróleo.
O número de navios de carga que atravessaram o Estreito de Ormuz caiu para apenas três na quarta-feira, ante 12 no dia anterior e bem abaixo da média de 10 dias, que é de cerca de 17, segundo dados preliminares de rastreamento de navios divulgados nesta quinta-feira.
Os números excluem quaisquer navios que possam ter passado pela via navegável com seus transponders do Sistema de Identificação Automática (AIS) desligados para evitar a detecção.
Dos três navios, um graneleiro Supramax vazio entrou no estreito pela rota iraniana, enquanto um petroleiro vazio de derivados de petróleo entrou por uma rota não divulgada, segundo dados de navegação da Kpler divulgados às 1h35 (horário de Brasília) desta quinta.
Um petroleiro Panamax saiu da hidrovia utilizando uma rota não divulgada, segundo os dados.
O tráfego de navios diminuiu nesta semana à medida que a guerra no Golfo Pérsico se intensificou. Aviões de guerra da Arábia Saudita bombardearam o Iêmen, e combatentes houthis lançaram drones e mísseis contra cidades sauditas.
O rápido avanço dos houthis, apoiados pelo Irã, no Iêmen ao longo da costa do Mar Vermelho, os ataques à Arábia Saudita e os danos ao oleoduto leste-oeste do reino saudita ampliaram o alcance de Teerã no conflito e aumentaram os riscos para o abastecimento global de petróleo.
No Mar Vermelho, as travessias de navios pelo Estreito de Bab el-Mandeb diminuíram para 21 na quarta-feira, em comparação com 24 navios no dia anterior.