O governo da Venezuela anunciou nesta quinta-feira, 8, a libertação de presos políticos venezuelanos e estrangeiros nas próximas horas. A informação foi divulgada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, em pronunciamento transmitido pela televisão estatal.
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Segundo Rodríguez, a decisão atende a um pedido antigo da oposição venezuelana e tem como objetivo sinalizar uma tentativa de aliviar as tensões no cenário político do país. De acordo com ele, a medida foi tomada de forma unilateral pelo governo, sem negociação prévia com outros atores políticos ou internacionais.
"O governo bolivariano, juntamente com as instituições do Estado, decidiu libertar um número significativo de cidadãos venezuelanos e estrangeiros, e esses processos de libertação estão ocorrendo neste exato momento", afirmou.
O dirigente classificou a iniciativa como um gesto voltado para a pacificação. "Considerem este gesto do governo bolivariano, que tem como objetivo amplo buscar a paz”, declarou Rodríguez durante o anúncio oficial.
Ele não detalhou quantas pessoas serão libertadas nem os critérios adotados para as solturas. Também não foram divulgados nomes ou nacionalidades dos detentos que deixarão a prisão.
A decisão ocorre em um contexto de forte pressão internacional sobre o governo de Nicolás Maduro. Após a conturbada eleição presidencial de 2024, organizações internacionais, governos estrangeiros e a oposição denunciaram a realização de detenções em massa de críticos do regime e lideranças opositoras. O governo, no entanto, nega manter presos políticos no país.
Os Estados Unidos e setores da oposição interna têm cobrado publicamente a libertação de opositores detidos, incluindo figuras políticas e ativistas críticos ao governo. Ainda assim, as autoridades venezuelanas afirmam que as prisões realizadas seguem a legislação vigente e não têm motivação política.