Colômbia reforça a segurança na fronteira com a Venezuela e ao redor do presidente Gustavo Petro após ações dos EUA contra Nicolás Maduro; planos de contingência e ameaça de Trump também geram tensão.
Após os Estados Unidos capturarem Nicolás Maduro, a Colômbia reforçou a segurança na fronteira com o país sul-americano. Vários militares colombianos foram colocados para fazer a guarda no lado colombiano da Ponte Internacional Simón Bolívar.
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No domingo, 4, o ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, afirmou em uma reunião que a equipe de segurança do presidente do país, Gustavo Petro, também havia sido reforçada.
"A segurança ao seu redor foi reforçada", disse Sánchez, acrescentando que os militares estão "empenhados em proteger não apenas nossa soberania, mas também a estrutura democrática que os eleitores elegeram", segundo o The Guardian.
O ministro também destacou que a principal ameaça ao longo da fronteira são as facções do crime organizado e grupos rebeldes, como Tren de Aragua e o Exército de Libertação Nacional (ELN), que estão nos dois países.
Sánchez ainda afirmou que planos de contingência foram elaborados para o caso de um grande número de venezuelanos cruzar a fronteira para a Colômbia se conflitos se agravarem na Venezuela.
Ameaça dos EUA
No domingo, 4, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou uma ação militar contra o governo da Colômbia, dizendo a repórteres que tal operação "me parece boa".
"A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo", disse Trump aos repórteres a bordo do avião presidencial Força Aérea Um, em uma aparente referência ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro.
Perguntado diretamente se os EUA realizariam uma operação militar contra o país, Trump disse: "Parece bom para mim."
A Colômbia rejeitou os comentários de Trump como uma ameaça inaceitável contra um líder eleito. "Isso representa uma interferência indevida nos assuntos internos do país, contra as normas do direito internacional", disse o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia em um comunicado no final do domingo. *(Com informações da Reuters).