Alemanha tem escassez de tofu em meio à "febre da proteína"

5 jun 2026 - 10h10

Alta demanda por produtos ricos em proteína fez o alimento à base de soja sumir das prateleiras dos supermercados. E não há previsão de melhora no curto prazo.Quem procura tofu nesses dias na Alemanha nem sempre encontra o produto nas prateleiras dos supermercados. A disponibilidade da mercadoria está limitada, afirma um porta-voz do grupo varejista Rewe. "Um dos motivos é a demanda que cresceu rapidamente e continua muito alta."

Oferta de tofu nos supermercados alemães só deve se normalizar partir do final do ano
Oferta de tofu nos supermercados alemães só deve se normalizar partir do final do ano
Foto: DW / Deutsche Welle

Além disso, há gargalos de capacidade em alguns fabricantes. Segundo o Rewe, não há sinal de normalização rápida. A situação só deve se estabilizar completamente, no máximo, a partir do final deste ano.

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Outros varejistas alemães também relatam aumento na demanda. "Em casos isolados, pode acontecer de determinados itens não estarem disponíveis temporariamente", disse uma porta-voz da rede de supermercados Kaufland.

Líder do mercado com problemas na produção

A grande fabricante de tofu Taifun, líder no mercado alemão, informa em seu site: "Infelizmente, recentemente não conseguimos fornecer todos os produtos na quantidade demandada." De acordo com a empresa, problemas temporários causaram uma forte redução na produção do tofu natural, base de todos os seus produtos. Como consequência, os estoques diminuíram significativamente, e alguns itens estão "menos disponíveis" no varejo.

Para estabilizar a produção, a Taifun suspendeu temporariamente a fabricação de alguns produtos. A empresa também está ampliando sua capacidade produtiva, a fim de garantir o abastecimento. Na unidade de Freiburg, será construída este ano uma nova instalação de tofu e um silo de soja, grão que é a base do alimento.

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Outro fabricante, a Treiber Tofu, de Berlim, também relata dificuldades. "Atualmente, estamos produzindo no limite da capacidade. Soja há disponível, esse não é o problema." A produção deverá ser ampliada, mas isso levará tempo.

Popular especialmente entre jovens

A produção de substitutos de carne caiu levemente em 2025, segundo o Departamento Federal de Estatística (Destatis), após um longo período de crescimento. No entanto, a demanda por tofu continua aumentando, especialmente nas cidades e entre os jovens, afirma Björn Fromm, comerciante da rede varejista Edeka e presidente da Associação Alemã do Comércio de Alimentos. Por isso, qualquer atraso na capacidade de produção é sentido imediatamente.

O interesse por alimentos ricos em proteína também cresceu bastante nos últimos anos, segundo Fromm. Eles estão alinhados à tendência de uma vida mais saudável e mais longa, além de serem recomendados para o ganho de massa muscular. Outro exemplo é o iogurte tipo skyr, que também chegou a faltar nos mercados nos últimos meses. Os varejistas atribuem isso igualmente à crescente demanda por dietas ricas em proteína e às tendências nas redes sociais.

Vendas em alta

Na rede Rewe, a demanda por tofu dobrou nos últimos três a quatro anos. Em 2025, as vendas ficaram cerca de 30% acima do ano anterior.

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O tofu se consolidou como alimento, combina bem com a culinária alemã e é versátil, afirma Gunther Hirschfelder, pesquisador de nutrição da Universidade de Regensburg. "Muitos estão tentando viver melhor e fazer bem ao seu corpo." O tofu tem uma reputação melhor do que outros produtos alternativos à proteína animal e é relativamente barato.

"Nos últimos anos, o tofu teve uma trajetória de sucesso notável", afirma Ivo Rzegotta, do think tank The Good Food Institute Europe. O crescimento é impulsionado principalmente por produtos de marca própria mais baratos e pela popularidade nas redes sociais.

Ainda assim, o tofu continua sendo um segmento relativamente pequeno. O volume de vendas de alternativas vegetais à carne é quase quatro vezes maior do que o de tofu.

md/ra (DPA, ots)

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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