Modelo de gestão compartilhada na educação avança em São Paulo

O modelo, implementado no governo do prefeito Ricardo Nunes (MDB) no histórico colégio particular Liceu Coração de Jesus, na região central, passou a servir de exemplo para o país

19 jun 2026 - 18h07

A transformação de colégios particulares em parceiros da rede pública virou o caminho da Prefeitura de São Paulo para ampliar o número de vagas e elevar a qualidade do ensino de forma rápida. O modelo de gestão compartilhada, implementado no governo do prefeito Ricardo Nunes (MDB) no histórico colégio particular Liceu Coração de Jesus, na região central, passou a servir de exemplo para o país de como expandir o atendimento utilizando estruturas que já estão prontas.

Ricardo Nunes
Ricardo Nunes
Foto: Reprodução/TV Globo / Perfil Brasil

A estratégia é direta, em vez de gastar recursos com a compra de terrenos e esperar anos por obras, o município aproveita a infraestrutura de colégios particulares que sofrem com a queda no número de alunos matriculados. No caso do Liceu, um colégio centenário que estava prestes a fechar as portas, a gestão municipal propôs um convênio para converter todas as vagas disponíveis da instituição privada em serviço público. Na prática, a parceria colocou os estudantes da rede municipal dentro de uma estrutura que antes era restrita à rede paga. Hoje, centenas de crianças estudam no local gratuitamente, utilizam o uniforme oficial e seguem o mesmo calendário das demais escolas da cidade, com o ingresso feito pelo sistema de georreferenciamento para atender quem mora na região.

Publicidade

A viabilidade financeira é um dos pilares do formato. Como os acordos são firmados exclusivamente com instituições filantrópicas ou religiosas, que não possuem fins lucrativos, não há pagamento de margem de lucro para empresas. Todo o valor repassado é destinado ao pagamento de professores, funcionários e à manutenção do próprio espaço. Na prática, o custo por estudante é menor do que o investimento necessário para construir e gerenciar uma unidade do zero, o que ajuda a reduzir as filas por matrícula imediatamente.

Além do fator econômico, o modelo apresenta reflexos diretos no aprendizado. Em avaliações oficiais do IDEP (Índice de Desenvolvimento da Educação Paulistana), que mede o rendimento dos estudantes, as turmas da gestão compartilhada registraram notas acima da média da rede municipal. Diante do resultado, a tendência é que a Secretaria Municipal de Educação aumente a parceria para outras instituições.

* Texto com informações de assessoria 

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se