O mercado global de marketing de afiliados pode alcançar US$ 93,11 bilhões até 2033, segundo projeções da consultoria Global Growth Insights publicadas no site Guia Medianeira. O modelo de negócios, baseado na promoção de produtos ou serviços de terceiros em troca de comissões por vendas, tem se expandido com a popularização de plataformas digitais e a entrada de novos empreendedores no ambiente online.
Dados do levantamento indicam que o setor movimentou cerca de US$ 23,37 bilhões em 2025, reforçando a trajetória de crescimento da atividade. No Brasil, a expansão do marketing de afiliados ocorre em um contexto de aumento do empreendedorismo e da criação de pequenos negócios.
Informações do Ministério do Empreendedorismo apontam que os microempreendedores individuais (MEIs) representaram 75,85% das empresas abertas no país no primeiro quadrimestre de 2025, com aproximadamente 1,4 milhão de novos registros no período. O cenário contribui para a busca por modelos de negócio digitais que exigem menor investimento inicial.
Como funciona o marketing de afiliados
No marketing de afiliados, participantes promovem produtos ou serviços por meio de links personalizados divulgados em sites, blogs ou redes sociais. Quando uma venda é realizada a partir desse link, o afiliado recebe uma comissão previamente definida.
Esse formato elimina a necessidade de estoque, logística ou desenvolvimento de produtos próprios. A estratégia também tem sido adotada por empresas de diferentes setores. Dados da plataforma PostAffiliatePro indicam que mais de 80% das marcas utilizam programas de afiliados para ampliar vendas e alcance digital.
Entre os canais mais usados pelos afiliados estão blogs e redes sociais. Levantamento da VenueLabs aponta que 65% dos comerciantes afiliados geram tráfego por meio de blogs, enquanto estudo da Authority Hacker indica que 65% dos profissionais do setor utilizam redes sociais para divulgação. Os três dados também foram publicados pela Guia Medianeira.
Entre as plataformas sociais mais utilizadas estão Facebook (75,8%) e Instagram (61,4%), que concentram grande parte das estratégias de promoção de produtos.
No Brasil, um exemplo citado é o programa Parceiro Magalu, do Magazine Luiza, que reúne mais de 300 mil afiliados que divulgam produtos da empresa por meio de links personalizados.
Concentração de resultados e desafios
Apesar da expansão do mercado, estudos apontam desafios para quem inicia nesse modelo de negócios. Dados da PostAffiliatePro indicam que 95% dos afiliados iniciantes não obtêm resultados ou abandonam a atividade no primeiro ano.
A distribuição de ganhos também é concentrada: os 10% de afiliados mais bem posicionados respondem por cerca de 90% do faturamento do setor, segundo levantamentos da mesma fonte e da VenueLabs.
Além disso, a competição em nichos digitais também é apontada como obstáculo. Pesquisa da Global Growth Insights indica que 52% dos pequenos afiliados relatam dificuldades para ganhar visibilidade, enquanto 42% citam baixo tráfego ou desafios de conversão como barreiras para o crescimento.
Entre as estratégias utilizadas por afiliados para ampliar resultados estão a produção de conteúdo especializado, a escolha de nichos específicos e o uso de ferramentas digitais para otimização de campanhas. Dados do setor indicam ainda que 79% dos afiliados utilizam inteligência artificial em alguma etapa do trabalho, principalmente na criação de conteúdo e na análise de desempenho das campanhas.
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