O antigo protetorado alemão no Pacífico deve passar a se chamar "Naoero". Mudança foi aprovada pelo Parlamento de Nauru e deve ser confirmada em referendo.Com área menor que Fernando de Noronha, o pequeno país insular de Nauru, na Oceania está em processo de mudança de nome oficial. Na terça-feira (12/05), o Parlamento nacional aprovou uma emenda constitucional para renomear o país como "Naoero", conforme informado pela emissora neozelandesa RNZ.
A medida faz parte de um esforço do governo para se desvincular do que considera ser um resquício de seu passado colonial.
A nação ainda deve realizar um referendo para validar a decisão do governo, que, só então, pode proceder com a mudança na Constituição. As autoridades responsáveis ainda não divulgaram a data da consulta pública.
A proposta de alteração foi apresentada pela primeira vez em janeiro pelo presidente David Adeang.
Por que mudar o nome?
Segundo o governo, o nome "Nauru" surgiu porque "línguas estrangeiras" distorceram o idioma local durante o período colonial. A língua nativa do país é o "Dorerin Naoero", falado pela maioria de seus quase 10 mil habitantes, ao lado do inglês.
"O nome Nauru surgiu porque Naoero não podia ser pronunciado corretamente por falantes estrangeiros e foi alterado não por escolha nossa, mas por conveniência", afirmou o governo em comunicado.
De acordo com o presidente Adeang, a mudança "representaria de forma mais fiel" a herança, a língua e a identidade nacional.
Passado colonial de Nauru
Nauru é a menor república insular do mundo, com apenas 21 quilômetros quadrados.
Do final da década de 1880 até a Primeira Guerra Mundial, o território foi reivindicado pela Alemanha como protetorado.
A ilha no Pacífico Sul foi então ocupada por tropas australianas e passou a ser administrada conjuntamente por Austrália, Reino Unido e Nova Zelândia, até conquistar a independência em 1968.
As potências coloniais exploraram as jazidas de fosfato de alta pureza da ilha, utilizadas como fertilizante. Mesmo após a independência, a mineração continuou e impulsionou um rápido crescimento econômico. No entanto, as reservas se esgotaram, deixando o interior do país árido e praticamente inabitável.