O deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT-SP) acionou o Ministério Público Eleitoral para investigar a distribuição de vídeos de campanha de Lucas Pavanato (PL-SP), eleito deputado federal. O foco é uma publicação com Flávio Bolsonaro que teve 19 milhões de visualizações. A ação pede que a Meta esclareça se o alcance foi orgânico ou pago e se houve uso indevido de verba pública ou dos algoritmos, o que pode embasar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral. Pavanato não comentou o caso.
O alcance de publicações políticas nas redes sociais voltou a provocar questionamentos. Desta vez, o assunto envolve Lucas Pavanato (PL-SP), eleito deputado federal, que teve conteúdos de sua campanha mencionados em uma representação encaminhada ao Ministério Público Eleitoral.
O pedido foi apresentado na sexta-feira (16) pelo deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT-SP) à Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo. O parlamentar solicita a apuração de possíveis irregularidades na distribuição de publicações relacionadas à candidatura de Pavanato.
Segundo informações divulgadas pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a representação cita um vídeo publicado em 20 de agosto, no qual Pavanato aparece dentro de um carro ao lado de Flávio Bolsonaro.
A publicação registrou 19 milhões de visualizações, conforme levantamento do Instituto Democracia em Xeque realizado em 24 de agosto. O número motivou questionamentos sobre os mecanismos responsáveis pela distribuição do conteúdo.
Entre as medidas solicitadas está a obtenção de informações da Meta, empresa responsável pelo Instagram e Facebook. O objetivo é esclarecer se as publicações alcançaram os usuários de maneira orgânica, por anúncios contratados ou por mecanismos de recomendação que eventualmente tenham desrespeitado as regras eleitorais.
O documento também pede a preservação de registros técnicos, a identificação dos responsáveis pelas publicações e informações sobre possíveis falhas nas restrições de recomendação das plataformas.
Outro ponto envolve a apuração de eventual utilização de recursos públicos na produção ou divulgação dos materiais de campanha.
A representação ressalta que o elevado número de visualizações não comprova, isoladamente, qualquer irregularidade.
Caso sejam encontrados elementos suficientes, o Ministério Público Eleitoral poderá avaliar a adoção de medidas judiciais, incluindo uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral.
Procurado pela Folha de S.Paulo, Lucas Pavanato não havia se manifestado até a publicação desta reportagem. Não foi possível confirmar oficialmente a abertura de uma investigação formal relacionada a esse pedido.