A empresária Roberta Luchsinger deu fortes declarações sobre o presidente Lula, a quem chamou de "senil esclerosado" durante entrevista à CNN. A lobista, que está envolvida em investigações que envolvem o escândalo do INSS, deu detalhes sobre encontros de Lulinha, filho do chefe do executivo, com ministros em Brasília.
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A lobista garante que Lulinha tinha reuniões constantes na capital federal e que ela funcionava como uma intermediária para aproximar os dois lados, "sem ganhar nada", segundo ela. Luchsinger afirmou na entrevista que é impossível o presidente Lula não ter conhecimento dos encontros e vê duas possibilidades sobre as declarações que o petista deu.
"Eu acho que um presidente da República não saber o que está acontecendo na antessala dele significa duas coisas: ou ele é um mentiroso ao dizer que não sabe, ou ele está senil, esclerosado, como disse o Ciro Nogueira outro dia. É obrigação do presidente da República cuidar do país, é cuidar da própria agenda", afirmou Luchsinger, que garantiu que Lula sabe quem ela é e qual era sua relação com o filho dele, Lulinha.
Roberta também afirmou que sempre gostou do envolvimento com a política e seus bastidores, mesmo que não tivesse ganhos financeiros. "Não ganhava nada, ajudava por ajudar um projeto de país. Eu sempre gostei muito desse envolvimento com a política, sempre me manifestei muito sobre isso, não ganhava nada. Aliás, eu mais perdi isso tudo do que ganhei".
Entre os ministros que tiveram reuniões com Lulinha, segundo Luchsinger, estão os dois últimos ministros da Educação, Camilo Santana, ex-chefe da pasta, e Leonardo Barchini, além do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, também foram citados por Roberta Luchsinger. A empresária afirmou que ela era vista como um meio de acesso ao presidente, assim como Lulinha.
"Eles não precisavam passar por mim, porque eles, como ministro de Estado, têm a relação direta com o presidente. Por essa dificuldade e dada a amizade, a intimidade, eles pediam ajuda. Às vezes não conseguiam falar com Marcola [Marco Aurélio Santana Ribeiro], pediam ajuda e assim era, esse jeito meio bagunçado e amador de agir". Durante a entrevista, a lobista não apresentou provas.
Questionada sobre o motivo de ter decidido conceder a entrevista neste momento, a uma semana do segundo turno das eleições, Luchsinger afirmou que um dos fatores determinantes foi o fato de a jornalista Déborah Bergamasco também ser mulher e mãe
"Realmente tem muito tempo que a imprensa tem tentado falar comigo e eu tenho colocado um limite para esse diálogo. Concedi algumas entrevistas, mas nunca vim a público para falar. Tenho buscado falar deste processo dentro da seara adequada, que é a jurídica. Decidi falar agora, primeiro porque me sinto muito confortável em falar com vocês e, principalmente, porque você ser uma mulher e ser mãe e isso é o que me levou a falar neste momento.
Luchsinger afirmou que vem sendo alvo de constantes agressões e ameaças de morte. Relatou que precisou se defender publicamente após o presidente da República chamá-la de “pilantra” repetidas vezes e disse que tem sofrido reprimendas e tentativas de silenciamento. Segundo ela, sua decisão de falar publicamente também visa garantir a segurança de suas duas filhas.