Gilberto Almeida dos Santos, líder do Sindimoto-SP que organizou um encontro com Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes, já foi condenado por agredir o vereador Lucas Pavanato. O confronto ocorreu na Câmara de São Paulo durante debate sobre mototáxis, quando o sindicalista rasgou a camisa do parlamentar após ofensas verbais. Pelo ato, Gilberto recebeu pena de 15 dias de prisão simples em regime aberto, convertida em pagamento de salário mínimo, decisão da qual recorreu.
O presidente do Sindimoto-SP, Gilberto Almeida dos Santos, que organizou um encontro de motoboys com Flávio Bolsonaro (PL), já agrediu Lucas Pavanato (PL) na Câmara Municipal de São Paulo. O episódio aconteceu em maio de 2025 e resultou em uma condenação.
O encontro com Flávio ocorreu na terça-feira (13 de outubro), durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial. A reunião partiu de um convite do sindicato e não constava na agenda oficial do candidato. O evento ocorreu em um espaço municipal para motoboys.
Além de Gilberto, participaram da reunião o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Flávio comeu pizza com representantes da categoria. Meses antes, Gilberto e Pavanato haviam se envolvido em uma discussão sobre a regulamentação do transporte de passageiros por motocicletas na capital paulista.
(Foto: Instagram/@gildosmotoboys)
Na audiência, realizada em 29 de maio de 2025, Pavanato defendia a liberação do mototáxi, enquanto Gilberto queria manter a proibição até a regulamentação do serviço. Após vaias direcionadas ao dirigente sindical, o parlamentar fez uma crítica ao representante da categoria.
"Queria parabenizar o prefeito, que teve a capacidade de escolher o sindicalista mais pelego, mais rejeitado pela categoria que diz representar".
Gilberto se aproximou do vereador e o agarrou pela roupa. A camiseta de Pavanato acabou rasgada, e seguranças precisaram intervir para separar os envolvidos. A confusão mobilizou também a Guarda Civil Municipal, e os dois foram levados à delegacia. O episódio motivou um processo na Justiça paulista.
Em janeiro de 2026, a Justiça condenou Gilberto a 15 dias de prisão simples, em regime aberto, substituídos pelo pagamento de um salário mínimo a uma entidade assistencial. A decisão admitia recurso. O sindicalista afirmou que reagiu a uma provocação verbal e informou, em fevereiro, que havia recorrido da sentença.