A onda de protestos estudantis se espalhou globalmente e gerou confrontos na Europa e na América do Sul. Em Turim, na Itália, jovens encapuzados depredaram três escolas e feriram um policial, gerando forte condenação das autoridades locais. Os atos seguem mobilizações semelhantes na França, que já duram três semanas por mais verbas educacionais, e na Argentina, onde manifestantes entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires contra os cortes no setor promovidos pelo governo Milei.
A onda de protestos estudantis expandiu-se nesta quinta-feira (15) para novos países, incluindo a Itália, e resultou em violentos confrontos em cidades da Europa e da América do Sul.
Na Itália, as mobilizações ganharam força em Turim, no norte do país. Um manifestante de 17 anos foi detido pela polícia por resistência à autoridade e autuado por dano qualificado após invasões e depredações em três instituições de ensino do município.
Segundo as forças de segurança locais, cerca de 40 jovens encapuzados utilizaram barras de metal e extintores de incêndio para destruir móveis, equipamentos esportivos e vidraçarias de colégios piemonteses.
Um policial ficou ferido ao ser atingido por uma pedra arremessada pelo grupo; ele recebeu atendimento hospitalar e previsão de 10 dias para recuperação.
"A depredação de escolas em Turim durante ocupações estudantis é um assunto extremamente grave. Protestar é um direito; destruir o patrimônio público é algo completamente diferente. O Ministério da Educação e as instituições afetadas tomarão providências para garantir o ressarcimento integral dos prejuízos, evitando que o custo recaia sobre os contribuintes", declarou o ministro da Educação da Itália, Giuseppe Valditara.
O prefeito de Turim, Stefano Lo Russo, também repudiou os atos de vandalismo no município. "Manifestar-se e defender ideias é um direito fundamental. A violência e a destruição do patrimônio público, contudo, são atitudes inaceitáveis e merecem condenação firme", afirmou.
Escalada na França e na Argentina
Os incidentes na Itália ocorrem na esteira das mobilizações iniciadas na França. O chamado "quinto ato" do movimento estudantil francês completou três semanas de paralisações e bloqueios, com estudantes exigindo maior orçamento para a infraestrutura escolar e melhores condições de ensino.
Na América do Sul, a Argentina também registrou episódios de violência durante uma marcha contra o corte de verbas na educação promovido pelo governo do presidente Javier Milei. O ato realizado na Praça do Congresso, em Buenos Aires, terminou em confronto generalizado entre manifestantes e a polícia.
De acordo com a emissora TN, as forças de segurança utilizaram jatos de água e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão que ocupava as vias da capital argentina. Parte dos manifestantes reagiu destruindo bancos públicos de concreto e arremessando pedras contra o cerco policial. .