O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a revogação do livramento condicional do ex-goleiro Bruno após sua ida ao Maracanã, alegando irregularidades no cumprimento do benefício concedido em 2023.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Execução Penal, pediu ao Judiciário que seja tornado sem efeito o livramento condicional concedido a Bruno Fernandes das Dores de Souza, conhecido como ex-goleiro Bruno. A informação foi dada pelo colunista Ancelmo Góis e confirmada pelo Terra com o MPRJ.
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O órgão não detalhou quando foi feito o pedido, mas a notícia ocorre dias após Bruno, condenado pelo assassinato de Elisa Samudio, comparecer a um jogo do Flamengo no Maracanã. Caso o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concorde com o MPRJ, Bruno pode ser preso e retornar ao regime semiaberto, que cumpria antes de receber o benefício do livramento condicional.
No pedido, a Promotoria esclarece que, "apesar de o Judiciário ter concedido o benefício em 12/01/2023, o apenado não foi localizado nos endereços informados ao Juízo para a assinatura do Termo de Cerimônia e o aperfeiçoamento do benefício, conforme determina a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210), informação que somente foi recebida pela Promotoria no último dia 15/01/2026, decorridos mais de três anos após a solicitação inicial".
Assim, o MPRJ considera que o benefício não foi efetivado na forma do artigo 137 da Lei de Execução Penal, razão pela qual requereu que ele seja tornado sem efeito de maneira imediata.
Bruno Fernandes foi condenado, em 2013, a 22 anos de prisão por matar a modelo Eliza Samudio, com quem tinha um relacionamento. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.