Pouco após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pedir a retirada do sigilo das investigações sobre as fraudes cometidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, o ministro relator André Mendonça atendeu à solicitação no fim da noite desta quinta-feira, 10.
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"Em harmonia à solicitação formulada pelo eminente Presidente, Ministro Edson Fachin, promovo o levantamento do sigilo dos autos da PET nº 15.556 e dos procedimentos contidos ou relacionados, abaixo elencados: INQ 5.026; RCL 88.121; PET 15.198; INQ 5.035; PET 15.478; PET 15.504; PET 15.562; PET 15.563; PET 15.693; PET 15.976; PET 15.977; PET 15.978; PET 16.019; PET 16.662", escreveu Mendonça.
Além do inquérito principal, Mendonça levantou o sigilo de outros 14 procedimentos contidos ou relacionados às investigações sobre as fraudes envolvendo o Banco Master.
Ainda a pedido do presidente da Corte, Mendonça informou que 'estão sendo adotadas as providências administrativas necessárias à remessa de cópia integral dos referidos autos, em HD próprio, à Presidência e aos Gabinetes dos eminentes Ministros'.
No despacho publicado mais cedo nesta quinta, Fachin determinou que a exceção para o pedido são as diligências que ainda dependam de sigilo para não prejudicar investigações e o cumprimento de futuras operações.
Nesta quinta-feira, Fachin buscou diálogo com ministros e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre a sessão agendada para a próxima terça-feira, 15. Na pauta de julgamentos, está o pedido feito por André Mendonça para que Alexandre de Moraes seja investigado por ligações com Vorcaro.
O presidente recebeu ao menos seis colegas em seu gabinete, e conversou com os demais por telefone.
Após liberar aos outros ministros a íntegra do processo que trata do caso envolvendo Moraes, Fachin tenta um consenso sobre o formato da sessão. Inicialmente, a expectativa é de que a sessão ocorra presencialmente e seja aberta ao público.
Parte dos ministros defende, ainda, que o pedido seja arquivado logo no início da sessão, por considerarem que Mendonça não poderia ter solicitado a investigação à PF contra um colega sem antes ter submetido o caso ao plenário da Corte.