O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira, 10, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afastado do cargo por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e reintegrado um dia depois por determinação do ministro Flávio Dino. Em entrevista ao SBT Brasil, Lula afirmou que o delegado é um profissional de sua confiança e que o governo agiu corretamente durante o episódio.
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"Andrei é um policial federal muito competente, tem mais de 30 anos de carreira", afirmou Lula. Segundo o presidente, Rodrigues participou de operações importantes contra o crime organizado e esteve à frente da atuação da PF relacionada ao Banco Master.
"O Andrei é da minha total confiança. [...] Se por acaso cometeu um erro, que ele seja julgado", declarou.
A decisão ocorreu depois que vieram à tona relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal sobre o próprio Mendonça. O ministro afirmou ter sido alvo de monitoramento ilegal por mais de 30 dias e classificou a produção dos documentos como de "superlativa gravidade" e ilícita.
A Segunda Turma do STF chegou a formar maioria para manter o afastamento. O julgamento, porém, foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes. No dia seguinte, 9 de setembro, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Rodrigues. Fachin suspendeu tanto a decisão de Mendonça quanto a de Dino e manteve Andrei no cargo.