Fux suspende decisão de Dino sobre fake news de Nossa Senhora Aparecida

Ministro restabeleceu determinação do TSE cassada pelo colega no domingo, 27. X, Meta, TikTok e Google têm 24 horas para cumprir a nova decisão

29 set 2026 - 00h17
(atualizado às 07h08)
Resumo
O ministro Luiz Fux, do STF, suspendeu a decisão de Flávio Dino e restabeleceu a determinação do TSE para remover publicações falsas contra Flávio Bolsonaro. O boato afirmava que o candidato retiraria o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Plataformas como X, Meta, TikTok e Google têm 24 horas para cumprir a ordem. A medida cautelar atende a recurso do parlamentar e visa evitar instabilidade eleitoral até que o plenário da Corte julgue o mérito em definitivo.
O ministro Luiz Fux, do STF, estabeleceu prazo de 24 horas para que X, Meta, TikTok e Google cumpram a nova decisão
O ministro Luiz Fux, do STF, estabeleceu prazo de 24 horas para que X, Meta, TikTok e Google cumpram a nova decisão
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu, no final da noite desta segunda-feira, 28, a decisão do ministro Flávio Dino que derrubava a determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a ordem de remoção das publicações com a falsa informação de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende retirar de Nossa Senhora de Aparecida o título de padroeira do Brasil caso seja eleito.

Fux também determinou o restabelecimento das publicações que haviam sido retiradas com base na decisão de Dino e estabeleceu prazo de 24 horas para que X, Meta, TikTok e Google cumpram a nova decisão.

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Ainda segundo Fux, a medida é provisória e não encerra a discussão de mérito. Para ele, a suspensão é necessária diante da proximidade das eleições e do risco de que decisões sucessivas sobre o mesmo conteúdo produzam efeitos antes da análise definitiva do caso pelo colegiado.

A decisão vem após recurso apresentado pelo candidato à Presidência da República pelo PL. Além de solicitar a suspensão dos efeitos da medida tomada por Dino no último domingo, 27, Flávio pediu para o caso ser submetido ao plenário da Corte.

Dino justificou a cassação alegando que, com ela, "ficam preservadas a liberdade de expressão e a liberdade religiosa dos que defendem a manutenção da lei que transformou Nossa Senhora de Aparecida em 'Padroeira do Brasil'".

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