Empresário que vendia pacotes para eventos esportivos é preso por estelionato

Fernando Sampaio de Souza e Silva, dono da Outsider Tours, é investigado por vender pacotes de viagens que não teriam sido entregues

7 jan 2026 - 23h02
(atualizado às 23h11)
Fernando Sampaio de Souza e Silva estava foragido
Fernando Sampaio de Souza e Silva estava foragido
Foto: Reprodução/Facebook

O dono da empresa de turismo Outsider Tours, Fernando Sampaio de Souza e Silva, de 36 anos, foi preso nesta terça-feira, 6 pela Polícia Civil de Santa Catarina. A prisão foi realizada em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça do Pará. Segundo a TV Globo, ele é investigado por estelionato e responde a mais de 600 processos em todo o país.

De acordo com a Polícia Civil catarinense, a prisão foi feita pela Delegacia de Investigações Criminais (DIC) de Balneário Camboriú, onde o empresário estava hospedado com a família durante as férias de verão. A ação ocorreu em um prédio de luxo no centro da cidade. A PC aponta que os crimes foram praticados em diversos estados.

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Ainda segundo a polícia, o preso seria responsável por empresas de turismo esportivo que comercializavam pacotes de viagens para jogos de futebol e corridas automobilísticas no Brasil e no exterior. Em diversos casos, os clientes não teriam recebido os serviços conforme o contratado. Diversos clientes relataram que foram informados de que não havia passagem já em aeroportos ou não havia ingresso já na entrada de estádios fora do país.

Entre os produtos oferecidos pela empresa, estaria um pacote para a final da Champions League de 2026, em Budapeste, com valor aproximado de R$ 65 mil.

Fernando Sampaio de Souza e Silva afirma que as ações judiciais não se referem, em sua maioria, à não entrega dos pacotes. "Os processos, na maioria das vezes, não são por produtos não entregues. São por alteração no setor de ingresso, alteração no número de hospedagem... Não é rotineiro que aconteça esses problemas, tendo em vista que já fizemos mais de 50 eventos pelo Brasil e pelo mundo com sucesso", disse o homem à TV Globo. Antes da prisão, ele era considerado foragido.

Além do mandado expedido pela Vara Criminal de Tucuruí, no Pará, o empresário também foi indiciado em inquéritos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na capital paulista, uma das apurações envolve um prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão a uma empresa local. Outras investigações seguem em andamento em delegacias especializadas.

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Fonte: Portal Terra
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