As forças armadas de Israel emitiram novas ordens de retirada para o sul do Líbano no domingo, ordenando que os moradores deixassem sete cidades localizadas além da "zona tampão" que ocupavam antes do cessar-fogo, que não conseguiu interromper completamente as hostilidades.
Um porta-voz das forças armadas israelenses afirmou em um comunicado divulgado no X que o grupo armado libanês Hezbollah estava violando o cessar-fogo e que Israel tomaria medidas contra ele, orientando as pessoas a se dirigirem para o norte e oeste, afastando-se das cidades.
As cidades ficam ao norte do rio Litani e na zona sul do Líbano ocupada por tropas israelenses, que continuaram as operações militares apesar do cessar-fogo.
"Do nosso ponto de vista, o que nos obriga é a segurança de Israel, a segurança dos nossos soldados, a segurança das nossas comunidades", disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em uma reunião de gabinete em Jerusalém.
"Agimos com firmeza de acordo com as regras que acordamos com os Estados Unidos (EUA) e, aliás, também com o Líbano."
O Hezbollah afirmou que não cessará seus ataques contra tropas israelenses dentro do Líbano e contra cidades no norte de Israel enquanto Israel continuar suas "violações do cessar-fogo".
O grupo apoiado pelo Irã acrescentou em um comunicado que não esperaria pela diplomacia, que "se mostrou ineficaz", nem confiaria nas autoridades libanesas, que "falharam em proteger o país".
As Forças Armadas de Israel disseram ter interceptado três drones antes que eles cruzassem para o território israelense, após o soar de sirenes no norte de Israel.
O Hezbollah afirmou ter atacado tropas israelenses dentro do Líbano no início do domingo, bem como a força de resgate que veio para evacuá-las.
O cessar-fogo mediado pelos EUA, que começou em 16 de abril e foi prorrogado até meados de maio, trouxe uma redução significativa nas hostilidades entre Israel e o Hezbollah, embora ambos os lados continuem trocando tiros e a acusar-se mutuamente de violações.
Mais de 2.500 pessoas foram mortas em ataques israelenses desde o início da guerra mais recente entre o Hezbollah e Israel, em 2 de março, dias depois de os EUA e Israel lançarem ataques contra o Irã.
O número de mortos inclui 274 mulheres, 177 crianças e 100 profissionais de saúde, de acordo com os dados mais recentes divulgados no início deste mês pelo Ministério da Saúde do Líbano.
O ministério não faz distinção entre militantes e civis, e o Hezbollah não divulgou o número total de mortos entre seus combatentes. O grupo sepultou dezenas de combatentes em funerais coletivos nos últimos dias.
Segundo Israel, ataques do Hezbollah mataram dois civis em Israel, enquanto 15 soldados israelenses morreram no Líbano desde 2 de março.