IA e sustentabilidade ganham espaço na gestão urbana

Smart City Business Brazil 2026 reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir como a tecnologia pode ser usada para melhorar a vida urbana, reduzir desigualdades e ampliar a eficiência das cidades

11 mai 2026 - 16h09

O avanço da inteligência artificial, da digitalização urbana e do uso de dados nas cidades tem levantado uma questão cada vez mais estratégica para governos e sociedade: como utilizar a tecnologia para resolver problemas reais da população e promover cidades mais eficientes, sustentáveis e humanas.

Foto: Crédito imagem: Magnific / DINO

Esse será um dos principais temas debatidos no Smart City Business Brazil Congress 2026 (SCB-Br26), que acontece nos dias 16 e 17 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reunirá especialistas brasileiros e internacionais para discutir tendências, soluções e modelos de governança voltados ao futuro das cidades.

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Com foco em inteligência artificial, sustentabilidade e governança, o congresso ocorre em um momento de expansão dos investimentos em transformação digital dos municípios brasileiros. O programa federal Prodigita, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com R$ 1 bilhão, é um dos exemplos que impulsionam a modernização urbana no país.

Para Caio Bonilha, vice-presidente do Instituto Smart City Business America, o uso estratégico de dados será decisivo para o desenvolvimento das cidades inteligentes. "A coleta e o uso estratégico de dados são o que possibilita a construção de cidades mais eficientes, resilientes e humanas", afirma. Segundo ele, cada município precisa desenvolver modelos compatíveis com sua própria realidade e estágio de conectividade.

Entre os convidados internacionais está o futurista dinamarquês Mathias Behn Bjørnhof, diretor da Antecipate, que defenderá uma visão centrada nas pessoas no desenvolvimento urbano. Para ele, o maior risco das cidades inteligentes não é tecnológico, mas humano. "Uma cidade pode se tornar mais inteligente em sentido técnico enquanto se torna mais rasa em sentido humano", alerta.

O especialista ressalta que projetos urbanos devem priorizar desafios reais da população antes da adoção de tecnologias. Entre os exemplos citados está o programa Superblocks, de Barcelona, que reorganizou áreas urbanas para reduzir o tráfego de veículos, ampliar espaços de convivência e melhorar a qualidade do ar.

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O evento também recebe o espanhol Ibon Zugasti, diretor da Prospektiker e integrante do Millennium Project. O especialista abordará os riscos da adoção de inteligência artificial sem estratégias claras de governança e planejamento de longo prazo.

"As desigualdades não aparecem por acidente, são resultado de decisões precoces, ou da ausência delas", sustenta Zugasti. Segundo ele, as cidades precisam definir critérios de uso da IA, estabelecer mecanismos de equidade e garantir supervisão humana sobre decisões algorítmicas.

A programação do SCB-Br26 também incluirá debates sobre soberania digital, ecossistemas de dados federados, planejamento urbano com gêmeos digitais, mobilidade urbana, digitalização do transporte público, contratos de cidades inteligentes e formação de consórcios intermunicipais.

Na área de sustentabilidade, o congresso discutirá estratégias para implementação de Planos Locais de Ação Climática (PLACs), diante do aumento dos eventos climáticos extremos que impactam cidades brasileiras.

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Promovido pelo IEG Brasil (Italian Exhibition Group), o Smart City Business Brazil 2026 reunirá 120 palestrantes e 300 debatedores em 16 reuniões estratégicas, com expectativa de receber cerca de 5 mil congressistas.

Serviço:

Evento: Smart City Business Brazil 2026

Data: 16 e 17 de junho

Local: Expo Center Norte - Pavilhão Branco

Endereço: Entrada principal - Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme (SP)

Website: https://smartcitybusiness.com.br/ 

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