Honda Fit Twist: hatch usado tem espaço de SUV e manutenção barata por menos de R$ 50 mil

Com boa fluidez no mercado de seminovos, monovolume com pegada de crossover antecedeu o WR-V

29 set 2026 - 05h44
Resumo
Produzido entre 2012 e 2014, o Honda Fit Twist destaca-se no mercado de usados como opção racional na faixa de R$ 50 mil. O modelo une visual aventureiro, mecânica confiável 1.5 flex de até 116 cv (manual ou automático) e amplo espaço interno modulável, com porta-malas de 384 litros. Apesar do bom consumo urbano e alta liquidez, exige atenção na compra a ruídos de acabamento, pancadas e desgaste na suspensão, estado da caixa de direção elétrica e possíveis infiltrações de água na traseira.

O Honda Fit é, sem dúvida, um dos modelos mais racionais que o dinheiro pode comprar. Por isso, qualidades como a robustez mecânica, baixo consumo de combustível e ótimo aproveitamento de espaço interno estão entre os pontos mais elogiáveis.

Em 2008, a segunda geração, conhecida como "New Fit", superou-se no tamanho e ficou marcada pela primeira versão com apelo aventureiro, a Twist, produzida de 2012 até 2014, com o término dessa fase do hatch.

Publicidade

Hoje em dia, no mercado de usados, é possível encontrar essa fascinante versão aventureira do Honda Fit com preço médio de R$ 50 mil. Para isso, a Twist combina a mesma confiabilidade mecânica e a excelente cabine espaçosa e porta-malas (384 litros) dos modelos 'civis' do Fit, com a diferença do visual cross, que até hoje faz sucesso entre os mais diversos públicos.

Honda Fit Twist
Honda Fit Twist
Foto: Divulgação/Honda / Estadão

Apesar do estilo, o Twist não dispõe de quaisquer alterações mecânicas. Até a altura em relação ao solo foi mantida. Entre os principais detalhes únicos estão os faróis com máscara negra, grade cromada, para-choques foscos com apliques simulando extratores, molduras nas caixas de roda, saias laterais e rack de teto decorativo. O charme era complementado pelas exclusivas rodas de liga leve de 16 polegadas com pneus 185/55.

Honda Fit Twist
Foto: Divulgação/Honda / Estadão

Para realçar o apelo jovem e descontraído, o Fit era disponibilizado em seis cores disponíveis, sendo que duas metálicas, próprias da Twist, como a Azul Denim, que marcou o material publicitário da versão, e a Cinza Mooca, uma tonalidade diferenciada de cinza com fundo levemente marrom que combinou bem com a proposta do veículo.

Honda Fit Twist
Foto: Divulgação/Honda / Estadão

Fora essas, havia as tradicionais sólidas, branca (Branco Taffeta) e vermelha (Vermelho Rally), além da metálica Cinza Paladium e da perolizada batizada de Preto Cristal, todas de fácil comércio hoje em dia.

Publicidade

Como é o espaço interno do Honda Fit Twist?

Internamente, o acabamento conta com revestimento diferenciado em tecido com textura em dois tons de cinza, com costuras próprias da versão aventureira Twist e que são mais macios em comparação às demais opções do Fit.

Honda Fit Twist
Foto: Divulgação/Honda / Estadão

Fora isso, é mantida também a inteligente sacada dos porta-garrafas posicionados estrategicamente em frente aos difusores de ar. E, claro, não podemos esquecer de mencionar o amplo espaço interno e a versatilidade nos bancos traseiros (ULTM). O sistema de rabatimento permite aumentar o volume do porta-malas dos 383 litros para mais de 1.000 l com os bancos traseiros dobrados.

Como é o motor do Honda Fit Twist?

Na parte mecânica, o Fit aventureiro utiliza o mesmo motor 1.5 16V flex (com 116/115 cv) das versões topo de linha EX e EXL da segunda geração do modelo. Conectado a ele, pode encontrar no mercado as opções com câmbio manual de cinco marchas, ou ainda a transmissão automática, também com cinco trocas.

Em termos de desempenho, o monovolume é honesto e mais adequado para o uso urbano, com boas arrancadas e retomadas, apesar de as 16 válvulas só reagirem com o motor mais 'cheio'. Segundo a Honda, na configuração mecânica, o Twist vai de 0 a 100 km/h em 12,5 segundos e, na automática, em 13,5 s.

Publicidade
Honda Fit Twist
Foto: Divulgação/Honda / Estadão

Mas é no consumo que o 'crossover' da Honda mostra-se justo. Com gasolina, a opção manual faz 11,3 km/l na cidade e 12,2 km/l na estrada, e, com etanol, cai para 7,6 km/l e 8,5 km/l. Na automática, a sequência é de 10,5 km/l, 12,2 km/l, 6,8 km/l e 8,2 km/l, sempre de acordo com o Inmetro.

Quais são os pontos críticos do Fit Twist a serem avaliados?

1 - Acabamento interno

O acabamento, ainda que não seja ruim, é alvo de constantes reclamações de barulhos. Curiosamente, até mesmo quando o modelo era novo, já tinha esse problema. A dica é bem simples e pode ajudar. Se você tiver um pouco de experiência e confiança, tente desmontar os forros de porta e aplicar feltro adesivo nas áreas onde está a origem dos indesejáveis ruídos. Os feltros podem ser comprados em papelarias e não são caros.

2 - Tampa traseira

No aspecto geral, dê uma olhada com atenção na parte externa, como a tampa do porta-malas, peça que pode ter amassados, já que ela invade parte da área do para-choque traseiro e está muito rente a este. Muitos optam por instalar engates traseiros com o intuito de proteger. No entanto, desconfie dessa artimanha, pois pode esconder uma possível batida no painel traseiro.

Publicidade

3 - Suspensão

O conjunto da suspensão, com amortecedores mais rígidos e molas, tem curso curto. Ou seja, dependendo da lombada ou valeta, você acaba sentindo uma pancada seca. Fora isso, a manutenção da suspensão do Honda Fit em geral exige atenção especial a componentes crônicos de desgaste, como os amortecedores, o kit de batentes, os coxins e as buchas da bandeja e do eixo traseiro.

4 - Caixa de Direção Elétrica (EPS)

Gire o volante totalmente para os dois lados com o carro parado. Se notar estalos, folgas ou uma rigidez excessiva, a caixa de direção elétrica (também chamada de EPS, Electric Power Steering) pode estar com problemas e pode ter certeza de que o reparo não será nada barato.

5 - Infiltração no porta-malas

Um problema crônico muito comum nessa geração é a entrada de água pelas vedações das lanternas traseiras ou pelas trincas nas calhas do teto (próximas à tampa do porta-malas). Levante o carpete do porta-malas e verifique a região do estepe: se houver sinais de umidade, água acumulada ou cheiro de mofo, o carro está sofrendo com essa infiltração.

Publicidade

Qual versão do Fit Twist vale mais a pena?

Como todo Honda, o Fit Twist também é muito confiável e robusto e, por isso, a alta liquidez no mercado de usados faz dele a alegria de quem deseja um hatch com estilo cross, sem pagar muito por isso. Bastante robustos, os motores costumam durar mais de 400 mil km, claro que com todas as manutenções periódicas seguidas à risca.

O Fit Twist pode ser encontrado com a tradicional caixa mecânica de cinco velocidades ou ainda a automática, também com cinco posições. Tudo vai depender do gosto, visto que ambas as variantes têm ótima fluidez no mercado. Os preços variam de R$ 50 mil e R$ 65 mil, independentemente do tipo de caixa de transmissão.

Honda Fit Twist
Foto: Divulgação/Ho / Estadão

Lembre-se, caso opte pela segunda opção, verifique com cautela se foi feita a troca periódica do óleo da transmissão, geralmente a cada 40 mil km para uso severo (ou dois anos, o que ocorrer primeiro) ou 80 mil km, normal. Para a sua segurança, peça ao vendedor o comprovante do serviço feito. Teste o carro com o motor frio e quente. Acelere suavemente para ver se há trancos, hesitações ou patinação nas marchas.

Por fim, vale a pena dar uma conferida na suspensão, conforme descrito anteriormente, que também é o custo mais dispendioso nestes modelos. De resto, é só curtir a nova aquisição e ser feliz!

Publicidade
TAGS
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações