No segundo turno presidencial, os candidatos derrotados Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury anunciaram apoio formal a Flávio Bolsonaro (PL), mediante incorporação de propostas e posicionamento anti-PT. Juntos, os três somaram mais de 5% dos votos válidos na primeira etapa. Em contrapartida, Renan Santos (Missão), que obteve 2,24% da votação, optou pela neutralidade e não apoiará Flávio nem Lula, mantendo a independência de seu projeto. A transferência desses votos, porém, segue incerta.
A corrida presidencial chega ao segundo turno com articulações entre os candidatos que seguem na disputa e lideranças que ficaram pelo caminho na primeira etapa da eleição. As declarações públicas de apoio e as decisões de neutralidade ganham relevância, especialmente pelo peso eleitoral das candidaturas derrotadas e pela possibilidade de influência sobre parte de seus antigos eleitores.
Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Já Renan Santos (Missão) optou por não apoiar formalmente nenhum dos dois concorrentes, conforme declarações divulgadas durante a campanha.
Caiado terminou o primeiro turno com 2,18% dos votos válidos, o equivalente a aproximadamente 2,6 milhões de votos. O ex-governador de Goiás oficializou o apoio a Flávio Bolsonaro em 6 de outubro, durante um encontro em Goiânia. A aliança foi anunciada após conversas entre os dois, e o senador se comprometeu a incorporar propostas defendidas por Caiado, especialmente na área de segurança pública.
Romeu Zema, que recebeu 0,27% dos votos válidos, também declarou apoio ao candidato do PL. O ex-governador de Minas Gerais anunciou a decisão em 5 de outubro, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Na ocasião, afirmou que votaria em Flávio Bolsonaro para derrotar Lula e o PT.
Augusto Cury, por sua vez, conquistou 2,89% dos votos válidos, com cerca de 3,45 milhões de votos, e anunciou apoio a Flávio em 8 de outubro. A decisão foi divulgada após uma conversa entre os dois e a assinatura de um termo de compromisso público com propostas defendidas pelo escritor durante a campanha. Cury afirmou que manteria independência para cobrar o cumprimento dos compromissos assumidos.
Renan Santos obteve 2,24% dos votos válidos, somando aproximadamente 2,68 milhões de votos. Diferentemente dos outros três candidatos, declarou que não apoiaria formalmente nenhum dos nomes que avançaram ao segundo turno. Em declarações públicas, o representante do Missão defendeu a independência de seu projeto político e descartou aderir às campanhas de Lula ou Flávio Bolsonaro.
Os resultados do primeiro turno dimensionam o eleitorado que escolheu essas quatro candidaturas. Os apoios anunciados, entretanto, não significam que os votos recebidos por esses candidatos serão automaticamente transferidos para Flávio Bolsonaro. A decisão final cabe a cada eleitor, e o comportamento dos antigos apoiadores dependerá de suas próprias escolhas no segundo turno.