O meia dinamarquês Christian Eriksen voltou a viver momentos dramáticos dentro de campo. O jogador chegou a ficar inconsciente no amistoso entre Dinamarca e Ucrânia deste domingo, 7. De acordo com o médico da seleção, o Cardioversor Desfibrilador Implantável (CDI) que o jogador tem foi fundamental para estabilizá-lo.
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O que é o aparelho
O CDI (também chamado de ICD, na sigla em inglês) é um pequeno dispositivo eletrônico que funciona como uma espécie de marca-passo. Ele é implantado junto ao coração e tem a função de monitorar continuamente o ritmo cardíaco do paciente.
Como funciona na prática
O aparelho atua de diferentes formas dependendo da necessidade do coração. Se a frequência cardíaca ficar muito lenta, ele envia impulsos elétricos para regular os batimentos. O dispositivo também é capaz de tratar ritmos cardíacos muito acelerados.
Em casos extremos, como uma nova parada cardíaca, o CDI dispara uma descarga elétrica imediata. Essa carga atua para restaurar o ritmo normal do coração, prevenindo um evento fatal. Além disso, a tecnologia permite que os médicos acompanhem possíveis arritmias e a frequência cardíaca do atleta tanto de forma presencial quanto à distância.
Impacto na carreira
Embora o desfibrilador permita uma vida normal e o retorno ao esporte de alto rendimento, o implante mudou a trajetória de Eriksen por questões legais. O jogador teve seu contrato rescindido com a Inter de Milão logo após o episódio.
A saída ocorreu porque as leis italianas não permitem que um atleta atue profissionalmente com esse tipo de aparelho junto ao corpo. Com isso, o meia precisou buscar novos rumos, retomando a carreira na Inglaterra pelo Brentford antes de voltar a brilhar pela seleção da Dinamarca.