Emergência ou consulta? Pediatras lançam guia para identificar riscos em crianças

Saiba quais sintomas indicam urgência imediata e ajude a desafogar as emergências superlotadas no RS

9 abr 2026 - 19h48

Em meio ao cenário de superlotação nas emergências e carência de especialistas na rede básica, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) emitiu uma orientação detalhada para ajudar famílias a identificarem quando a busca por atendimento hospitalar é realmente indispensável. O foco da entidade é garantir que sinais de gravidade sejam reconhecidos precocemente, protegendo a saúde de recém-nascidos, crianças e adolescentes sem sobrecarregar desnecessariamente o sistema de saúde.

Foto: Freepik / Porto Alegre 24 horas

Para os recém-nascidos, o sinal de alerta máximo envolve a febre acima de 37,5°C, mesmo após a retirada do excesso de agasalhos. Outras situações críticas nesta fase incluem o surgimento de coloração amarelada na pele e nos olhos, dificuldade para mamar, ausência de urina e alterações respiratórias perceptíveis por ruídos ou pausas. Problemas no coto umbilical, como mau cheiro ou presença de pus, também exigem avaliação imediata.

Publicidade

No caso de bebês e crianças maiores, a gravidade se manifesta através de febre persistente por mais de 48 horas ou que não responde à medicação, prostração intensa e manchas na pele. A dificuldade respiratória, caracterizada pelo esforço visível ou respiração acelerada, é um indicativo clássico de urgência, assim como vômitos repetitivos e sinais claros de desidratação, como a ausência de lágrimas e saliva. Para adolescentes, somam-se a esses quadros as alterações de consciência, dificuldades de equilíbrio, dores intensas que não cedem e casos de intoxicação.

Independentemente da idade, situações de trauma, como batidas na cabeça seguidas de sonolência, quedas com deformidades, crises convulsivas e reações alérgicas graves com falta de ar, demandam socorro imediato. A SPRS reforça que as emergências operam por classificação de risco e não por ordem de chegada, priorizando sempre os casos mais críticos. Por isso, manter o acompanhamento regular com um pediatra na atenção primária é a melhor estratégia para prevenir o agravamento de doenças e garantir o cuidado adequado em tempo oportuno.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se