Christina Maria Plante foi reencontrada na última semana após passar 32 anos desaparecida. Ela fugiu da cidade onde morava no estado do Arizona, nos Estados Unidos, quando tinha apenas 13 anos e construiu uma família e uma vida longe de onde nasceu, sem que a família soubesse algo a respeito disso.
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O Departamento do Xerife do Condado de Gila, no Arizona (EUA), concluiu que ela saiu de casa propositalmente com a ajuda de parentes. Christina foi reencontrada vivendo na cidade de Springfield, no estado do Missouri, a uma distância de 1,7 mil quilômetros de onde fugiu. Atualmente, ela é casada, mãe e trabalha em um escritório de detetive particular.
Segundo o jornal Daily Mail, a norte-americana se casou ainda na adolescência e teve três filhos. Após ser mãe, ela se formou em Psicologia e, posteriormente, conseguiu um emprego em escritórios de investigação.
O chefe de polícia do Condado de Gila, Jim Lahti, informou que Christina não quer dar mais detalhes sobre a própria vida e pretende manter a privacidade. "Ela não está cooperando muito conosco. Ela não disse com quem se encontrou ou como fugiu da cidade. Ela admitiu que fugiu, que não queria ficar lá e entrou em contato com parentes não identificados."
Christina é casada há 28 anos com Shawn Hollon, que já sabia do histórico familiar da esposa. Ele disse ao Daily Mail que a companheira lhe contou que havia fugido da própria família antes de eles se casarem e que ela ainda está processando o fato de ter sido reencontrada.
Desaparecimento de Christina
Christina foi vista pela última vez em 15 de maio de 1994, quando saiu de sua casa, em Payson, Arizona, para ir a pé até um estábulo, onde ficava seu cavalo. Na época, os policiais e voluntários se uniram para realizar buscas terrestres, pois o sumiço dela foi considerado como "em perigo e em circunstâncias suspeitas".
Ela foi incluída nos bancos de dados nacionais de crianças desaparecidas, mas seu caso acabou arquivado por falta de vestígios de seu paradeiro. No entanto, o gabinete confirmou no último dia 1º que a mulher foi localizada viva após 32 anos. Para isso, os investigadores utilizaram os dados da Unidade de Casos Arquivados, em conjunto com as novas tecnologias e técnicas.
“Fiquei perplexo”, confessou o investigador. “Pensei: 'Meu Deus! Então você fugiu.' Eu disse a ela: 'Sabe, tínhamos a impressão de que alguém a havia sequestrado? Isso foi considerado um crime”, explicou.
Garrett informou que falou com ela ao telefone e confirmou que Christina usa um nome diferente hoje em dia. “Ela disse que isso foi há muito tempo, que era uma vida antiga”, afirmou o capitão. Ainda segundo a autoridade, a mulher tem a própria família e sequer pensa sobre o desaparecimento.