Tarcísio prioriza transição e alinhamento com Governo Federal após vitória: 'Buscar o melhor para São Paulo'

Tarcísio venceu as eleições para o governo de São Paulo com 55,27% dos votos, contra 44,73% de Fernando Haddad (PT)

30 out 2022 - 22h53
(atualizado em 31/10/2022 às 01h11)
Tarcísio de Freitas conversa com apoiadores depois de ser eleito governador de São Paulo
Tarcísio de Freitas conversa com apoiadores depois de ser eleito governador de São Paulo
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Tarcísio de Freitas (Republicanos) é o novo governador de São Paulo. Com 55,27% dos votos válidos, o ex-ministro e aliado de Jair Bolsonaro (PL) venceu o segundo turno das eleições contra o adversário Fernando Haddad (PT), que teve 44,73% dos votos, na disputa deste domingo, 30.

Em tom moderado, Tarcísio deu entrevista à imprensa e, com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República, ele afirmou buscar o alinhamento do Estado com o Governo Federal.

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"Agora é olhar o que é melhor para São Paulo, para os cidadãos. Como eu falei, o governo é para todos os 46 milhões de paulistas, e a gente vai buscar sempre fazer o melhor, vamos buscar esse alinhamento, esse entendimento e o interesse de São Paulo junto ao Governo Federal", reiterou Tarcísio. 

O governador eleito minimizou a diferença de votos entre Lula e Bolsonaro, afirmando que a eleição foi dura e o resultado, apertado. "Temos campos de pensamento que dividem o País, uma linha mais progressista, outra mais conservadora, e essas linhas se equivalem". 

Tarcísio não divulgou nomes de seu futuro secretariado e afirma que, em um primeiro momento, irá trabalhar junto à equipe de transição para assumir o Palácio dos Bandeirantes a partir de 2023. Segundo o novo governador, a equipe de transição contará com a ajuda do atual governador, Rodrigo Garcia (PSDB). 

Freitas revelou que não conversou com Bolsonaro após o resultado das apurações, mas que falou com o candidato a vice do atual presidente, o general Walter Braga Netto. "Eu não falei com o presidente Bolsonaro, falei com Braga Netto, e ele disse que o presidente está tranquilo, em Brasilia, ele acompanhou o resultado das eleições e amanhã vai trabalhar normalmente. Vai seguir até o final do seu mandato, fazendo o melhor pelo Brasil". 

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Primeiros passos do novo governo

Tarcísio afirmou que sua equipe tirará uma semana de descanso antes de iniciar a transição, coordenada pelo ex-deputado federal Guilherme Afif Domingos, que atuou na equipe do Ministério da Economia junto a Paulo Guedes e, agora, na campanha do governador eleito. 

"A gente vai planejar bem essa questão dos primeiros dias, para que a gente seja bem assertivo", afirmou Tarcísio. Segundo ele, questões sociais, educação, infraestrutra, agropecuária, segurança pública e investimentos serão a prioridade no início do mandato.

Questionado sobre remover a câmera dos uniformes dos policiais em São Paulo, Tarcísio voltou atrás e disse que irá discutir a questão com especialistas ligados à segurança pública. "Tive críticas que expus ao longo da campanha, mas eu não sou o dono da verdade. Me trazem contra argumentos, vamos discutir para tomar a melhor decisão, que traga a melhor percepção de segurança para a população". 

Tarcísio voltou a afirmar seu desejo de transferir a sede do Governo Estadual para o Centro de São Paulo, como forma de revitalizar a região. "Eu acredito que se o poder tá perto, você cria um senso de urgência, traz segurança, volta a circulação das pessoas. A transferência do poder para o centro ajuda a resolver". 

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O novo governador também afastou a possibilidade de Bolsonaro assumir um cargo em seu governo. "Ele é presidente, não vai querer vir ser secretário em São Paulo. Eu não sei qual o plano de voo dele e acho que ele fez o melhor, pegou uma barra pesada e está entregando um Brasil que está crescendo". 

Antes de finalizar, elogiou seu vice, o ex-prefeito de São José dos Campos Felício Ramuth (PSD), reiterou a importância do político em sua campanha e 'deixou no ar' a possibilidade de Ramuth também assumir um cargo em seu secretariado. "Sem querer muito adiantar, não seria nenhum absurdo ter ele como vice e como secretário". 

Fonte: Redação Terra
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