O deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) foi filmado mostrando uma arma de fogo na cintura durante uma discussão com militantes do PSOL no Rio de Janeiro, em frente ao comitê eleitoral do deputado Flávio Serafini (PSOL), nesta segunda-feira, 28. Nas redes sociais, ele admite ter usado spray de pimenta contra militantes, mas diz ter sido vítima de “intimidação”.
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Em nota, a defesa Serafini aponta que seu comitê eleitoral foi alvo de “grave ataque” atribuído a Knoploch. “Segundo os relatos e registros audiovisuais já reunidos, houve tentativa de constrangimento da militância presente, seguida de agressões, utilização de gás de pimenta e exibição de arma de fogo, em contexto de evidente intimidação política e ameaça à integridade de pessoas que participavam regularmente das atividades de campanha”, alega.
A equipe de Serafini adverte que será lavrado boletim de ocorrência em torno do caso e que será apresentada notícia crime à Justiça Eleitoral. Em paralelo, irão pedir medida cautelar para “impedir a aproximação do deputado Alexandre Knoploch do comitê eleitoral, de integrantes da campanha, trabalhadores, voluntários e militantes vinculados à candidatura de Flávio Serafini”.
“A campanha e o mandato do deputado Flávio Serafini reafirmam que não aceitarão que a violência, a ameaça ou qualquer forma de intimidação substituam o debate democrático, especialmente às vésperas da eleição, muito menos com exibição intimidatória de arma de fogo”, finaliza a defesa, em nota assinada por André Matheus, Lucas Mourão, Rodrigo Mangabeira e Rafael Rodrigo.
O vídeo foi compartilhado pela deputada federal Talíria Petrone, candidata à reeleição pelo PSOL no Rio de Janeiro. "A violência política não pode ser tolerada! Toda nossa solidariedade aos companheiros atacados", alegou.
O que diz Knoploch?
Nas redes sociais, Knoploch publicou um vídeo contando sobre a situação que ocorreu na Tijuca, Zona Norte do Rio. “Uma covardia”, começou.
O político contou que ele e sua equipe estavam panfletando o dia todo, até que colocaram uma música de Flávio Bolsonaro que era “um horror” e “uma depravação”.
“Uma senhora passou e reclamou, falou: ‘meu filho, eu não posso ouvir isso’. E eu fui reclamar com eles. Eles vieram em cinco em minha direção. [...] Eu já falei, eu não vou aceitar intimidação. Então, uso sim spray de pimenta para qualquer um que tentar me agredir. E digo mais, esse é o tipo de política que esses caras fazem. É na guerra, é tentando agredir, mas não vão calar a gente não. Não vão”, alegou.