O ex-jogador Edmundo, candidato a deputado federal no Rio de Janeiro pelo PSDB nas eleições de 2026, declarou um patrimônio total de R$ 16.059.865,50 ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O bem de maior valor informado pelo político é uma aplicação de previdência privada.
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A apresentação da lista de bens é uma exigência da Justiça Eleitoral para todos os candidatos que disputam o pleito. Edmundo concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados e utiliza sua trajetória no futebol, com passagens por clubes como Vasco e Palmeiras, na campanha eleitoral.
Quais são os bens mais valiosos de Edmundo?
Os maiores valores da declaração de Edmundo estão concentrados em previdência privada e no mercado financeiro. Apenas o plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) mantido no Itaú soma R$ 6.594.716,77, representando a maior fatia do patrimônio.
Em seguida, o candidato do PSDB declarou possuir 147.300 ações da Petrobras, avaliadas em R$ 3.854.062,40. A carteira de investimentos inclui ainda R$ 808.175,49 em ações da Milk 11 e R$ 682.405,55 em papéis da Usiminas.
O que mais compõe a declaração ao TSE?
O patrimônio de Edmundo inclui empréstimos concedidos a terceiros, um veículo automotor, um consórcio imobiliário e participações societárias em empresas. São 13 itens listados no total.
O ex-atleta informou dois créditos pessoais referentes a empréstimos, que somam R$ 2,5 milhões (sendo um de R$ 1,5 milhão e outro com saldo de R$ 1 milhão). O candidato também possui um carro Audi Q8, ano 2022/2021, declarado por R$ 642.431,00.
A lista se completa com um consórcio imobiliário não contemplado no valor de R$ 856.014,03, aplicações de renda fixa (RDB/CDB) de R$ 50.000,00, cotas de capital em empresas de eventos e serviços, e um depósito em conta corrente com bloqueio judicial de R$ 4.560,26.
Como funciona a declaração de patrimônio?
A declaração de bens funciona por autodeclaração, sem cruzamento automático com a Receita Federal no ato de entrega. O documento serve como instrumento de transparência para que a sociedade acompanhe a evolução patrimonial dos candidatos.
Os valores informados pelos candidatos correspondem ao valor de compra do bem, segundo a Resolução 23.609 do Tribunal Superior Eleitoral (2026).
Isso significa que imóveis e outros ativos podem aparecer na declaração por um valor inferior ao preço atual de mercado, sem que isso represente irregularidade, conforme explicam especialistas em Direito Eleitoral.