Flávio Bolsonaro (PL) será o sucessor de Jair Bolsonaro (PL) na busca pela presidência da República nas eleições de outubro, isso já está decidido. Mas quem será o vice-presidente que irá compor a chapa? O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, é categórico na sua indicação de que seja uma mulher --para não cometer o que considera ter sido o erro que custou a reeleição de Bolsonaro em 2022: a falta de representatividade feminina.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Até o momento, há poucos nomes postos à mesa. E, entre eles, não há o da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro. Ela, que é presidente do PL Mulher, a ala feminina do partido, não tem endossado publicamente a campanha de Flávio para a presidência e tem uma trajetória marcada por conflitos internos com os enteados.
“Michelle não. Eu acho que não, porque ela já tem o mesmo nome. Tem que abrir para outros partidos”, afirmou Valdemar Costa Neto ao ser questionado sobre a questão durante almoço empresarial da Lide - Grupo de Líderes Empresariais, criado pelo ex-governador de São Paulo, João Doria, em São Paulo. Ele evitou comentar sobre possíveis desentendimentos de Flávio com a madrasta, se esquivando da questão.
O clima segue de mistério. Valdemar diz que não vai dar palpite e nem interferir na escolha da vice, e que isso será uma decisão pessoal de Flávio Bolsonaro feita em conjunto com seu pai. O que quer é que seja uma “mulher do ramo”, que “seja craque”: “Tem muita gente boa no Nordeste, que já me deram nomes, e eu não quero falar aqui.”
Flávio começa a olhar com mais atenção para o tema neste mês, após o fechamento da janela partidária. O pré-candidato à Presidência também confirma que busca por uma mulher para a vaga, mas que pretende anunciar um nome mais “para o final”, como disse em entrevista ao podcast Inteligência Ltda na segunda-feira, 6.
Nos bastidores, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) tem sido posta como uma das possibilidades. Apesar do aceno de uma ala da direita por ela, que é uma figura do agro, e do próprio presidente do PL ao considerá-la “o máximo”, ela não quer o posto de vice.
“A Tereza Cristina falou para mim na semana passada que não pretende ser vice, que ela tem um projeto para o Senado e quer se dedicar ao Senado. Ela vai ajudar bastante, mas não será candidata a vice”, confirmou Valdemar Costa Neto.
Outro nome que surgiu no radar é o da deputada Simone Marquetto, que se encontrou com Flávio em São Paulo na terça-feira, 7. Ela, tida como uma das principais representantes da Igreja Católica no Congresso, é uma aposta da ala do Progressistas (PP) para compor a chapa.
“Santo dia! Hoje foi dia de diálogo e construção pelo Brasil, ao lado do senador Flávio Bolsonaro. Conversamos sobre políticas públicas que fortalecem a família, a fé e geram oportunidades para o nosso povo. Com união, propósito e Deus no centro, seguimos avançando com responsabilidade e esperança”, escreveu a mulher ao compartilhar um vídeo do encontro.
As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base em dados das Eleições Municipais de 2024, são 81.806.914 eleitoras no país, o que equivale a 52,47% do total de eleitores.