Próxima do Frei Gilson e ex-MDB: quem é o nome do PP de SP para vice de Flávio Bolsonaro
Ala do PP defende deputada federal Simone Marquetto como vice de Flávio Bolsonaro para atrair mulheres e católicos
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu nesta terça-feira, 7, em São Paulo, com a deputada federal Simone Marquetto, nome defendido pela ala paulista do PP para compor a vice em sua chapa.
O encontro ocorreu no Palácio Tangará, a pedido do próprio Flávio, que busca uma mulher para a vice e se interessou pelo perfil da deputada, que trocou o MDB pelo PP na janela partidária, afirmou ao Estadão o presidente do PP-SP, Maurício Neves.
Ligada ao Frei Gilson e a outras lideranças religiosas, Simone Marquetto se consolidou como uma das principais representantes da Igreja Católica no Congresso. Nas redes sociais, ela atua como uma espécie de influenciadora religiosa, divulgando sua participação em eventos pelo País ligados à imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida.
A deputada se apresenta como um nome de centro-direita, com atuação voltada à defesa de pautas religiosas. Ela é autora da lei que criou o Dia Nacional do Rosário da Virgem Maria e também da sessão solene em homenagem à visita da imagem peregrina de São Miguel Arcanjo, vinda do Monte Gargano, na Itália, ao Brasil.
"Flávio começou a seguir Simone nas redes, gostou do perfil dela e, na última sexta-feira, marcou uma reunião para conhecê-la", contou Maurício Neves. Segundo ele, tudo caminha para que o PP, em federação com o União Brasil, indique o vice na chapa de Flávio Bolsonaro. O presidente da sigla, Ciro Nogueira, deve se reunir na quarta-feira com o senador para discutir o tema.
Simone chegou a ser ventilada como possível nome do MDB para disputar a Presidência da República e, posteriormente, como opção para compor uma eventual chapa com o PSD, conforme mostrou o Estadão. O cenário, no entanto, não avançou diante da tendência do MDB de caminhar para a neutralidade.
No PP, outra cotada para a vice de Flávio Bolsonaro é a senadora Tereza Cristina. Defensores de Simone, porém, argumentam que a ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro (PL) pertence a um estado de menor expressão eleitoral — Mato Grosso do Sul — e tem apelo junto a um eleitorado que já tende a caminhar com Flávio: o agronegócio.
Simone, por sua vez, agregaria em outros aspectos, avaliam aliados. "Ela foi prefeita de Itapetininga por dois mandatos, ou seja, tem experiência administrativa e conhece os problemas reais da população. É de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, e pode ajudar a atrair o voto de centro, que tende a decidir a eleição, além de buscar o eleitorado católico que hoje, em parte, vota na esquerda", diz Maurício Neves.
A deputada federal disse ao Estadão que a conversa com Flávio foi positiva e que está à disposição do partido para uma eventual composição. "Falamos sobre o que entendemos ser o melhor para o Brasil. É preciso uma proposta moderada; não é falar em tirar o Bolsa Família, mas mostrar o que vai ser feito para gerar emprego e ampliar vagas em creches", afirmou.