A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira, 8, traz uma mudança inédita no cenário eleitoral em Minas Gerais: pela primeira vez entre as pesquisas das eleições de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno para a Presidência. O senador registra 40% das intenções de voto, contra 37% do presidente.
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A diferença está dentro da margem de erro, o que coloca os dois candidatos em empate técnico. Ainda assim, o resultado chama atenção por ocorrer em Minas Gerais, estado apontado pela Quaest como o "estado pêndulo brasileiro" e historicamente utilizado como um dos principais termômetros das eleições nacionais.
Para Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), a virada numérica é um dos principais destaques no Sudeste. O pesquisador ressalta que, historicamente, Minas tem um comportamento eleitoral particularmente relevante para a disputa presidencial. Segundo Nunes, nenhum presidente conseguiu vencer uma eleição nacional sem também conquistar Minas Gerais.
A série histórica mostra que Lula chegou a registrar 42% das intenções de voto no estado. Nas rodadas seguintes, passou por 38%, 39% e novamente 38%, antes de chegar aos atuais 37%. Para Nunes, trata-se do pior resultado de Lula medido pela Quaest em Minas Gerais nesse cenário.
"Esse é o pior desempenho que a gente mensura do Lula nesse estado-chave", afirma Nunes. "O Lula vinha com uma vantagem, lá no meio do ano passado, que era confortável. Isso veio diminuindo", acrescentou.