Na Record, Flávio Bolsonaro fala em nomear ministros 'contra o aborto' ao STF, diz que Bolsonaro será conselheiro e não se compromete sobre escala 6 x 1

O candidato do PL à Presidência da República foi entrevistado neste domingo, 30, sem pressão e interrupções

30 ago 2026 - 21h35
(atualizado às 22h22)
Flávio Bolsonaro (PL) foi entrevistado pelo programa Domingo Espetacular, da Record, neste domingo, 30
Flávio Bolsonaro (PL) foi entrevistado pelo programa Domingo Espetacular, da Record, neste domingo, 30
Foto: Reprodução/Record TV

Em entrevista na Record, sem pressão e interrupções, Flávio Bolsonaro (PL) falou sobre a nomeação de ministros “contra o aborto” ao Supremo Tribunal Federal (STF), diz que o ex-presidente Jair Bolsonaro será anistiado e terá papel de conselheiro, e não se comprometeu ao responder pergunta sobre a escala 6 x 1. A entrevista conduzida pela jornalista Mariana Godoy foi gravada e transmitida neste domingo, 30.

  • Momento da Decisão vai colocar frente a frente os principais candidatos à Presidência no dia 14 de setembro, às 22h, em debate promovido pelo Terra e outros 10 veículos

Assim como na sabatina em que participou na Rede Globo na última sexta-feira, 28, a primeira pergunta direcionada ao candidato foi sobre o banco Master e o repasse milionário do banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes, para financiar o filme Dark Horse, obra que conta a história de Jair Bolsonaro.

Publicidade

A jornalista Mariana Godoy questionou se Flávio pretende divulgar novos documentos sobre as movimentações financeiras, ou se os eleitores deverão se informar apenas pelo que está sendo divulgado pela imprensa. E Flávio repetiu a mesma resposta: alegou que não há nada de errado em um filho buscar patrocínio privado para produzir um filme sobre o pai, que o investimento não conta com contrapartidas e alega que não há dinheiro público no montante. "Estou tranquilo quanto a isso". Em paralelo, enquanto tentou se descolar da imagem do banqueiro, tentou colá-lo a Lula (PT), seu principal adversário político.

Em uma dinâmica diferente da que Flávio enfrentou na bancada composta por Renata Vasconcellos e César Tralli na Globo, o candidato não foi questionado sobre suas respostas na Record. De maneira geral, após ele responder, o programa passava para a próxima pergunta.

Ao longo da entrevista, Flávio confirmou que a primeira coisa que irá fazer se eleito presidente da República será declarar o Comando Vermelho, o PCC e as milícias como organizações terroristas, e que fará "tudo que estiver ao seu alcance para libertar o povo brasileiro". Ele também disse que não buscará interferência dos Estados Unidos no Brasil, e sim formar um acordo com outros países americanos -- criando o que chamou de "escudo das américas" -- para combater o narcotráfico internacional.

Questionado sobre emprego, a Record perguntou se Flávio é a favor da mudança da escala 6 x 1, que está em discussão no Congresso. Ele não se colocou diretamente contrário à proposta, tema de apelo ao eleitorado brasileiro, mas afirmou que irá "defender a liberdade do trabalhador escolher qual será a sua escala de trabalho". O candidato explicou que acredita em uma proposta alternativa, "muito melhor do que o governo está propondo na véspera da eleição".

Publicidade

Sobre Jair Bolsonaro, Flávio voltou a se comprometer com garantir a anistia aos condenados pela trama golpista e disse que, se eleito, terá o pai como conselheiro em seu governo. Sem cravar algo a respeito, ele disse que, se Jair quiser, terá um posto de ministro. 

Flávio chamou a atenção para o fato de que o próximo presidente eleito poderá indicar quatro nomes ao Supremo Tribunal Federal. Há uma vaga aberta, de Luíz Roberto Barroso, que aposentou, e outras três que surgirão. No caso, os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes passarão pelo processo de aposentadoria compulsória até 2030. O candidato diz que irá indicar "homens e mulheres comprometidos contra o aborto" e que "não usem a caneta contra ninguém". Ele não quis adiantar nomes. 

A Inteligência Artificial foi uma questão elencada em diversos pontos na entrevista com o candidato. Ele falou sobre a possibilidade de expandir a presença de data centers no Brasil e que "detalhes técnicos", com relação ao que pode gerar problemas ambientais, podem ser resolvidos. Além disso, ao falar sobre economia e como pretende resolver a dívida pública, Flávio citou sua proposta de criar uma governança digital com inteligência artificial, um "data center soberano no Brasil", que irá controlar o dinheiro público em todos os seus âmbitos. 

Fonte: Portal Terra
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se