Campanha de Lula pede inelegibilidade de Flávio Bolsonaro e acusa o candidato de receber doação vedada

A ação foi protocolada após senador subir no palco da Festa do Peão de Barretos e pedir votos ao público

30 ago 2026 - 15h47
Lula e Flávio Bolsonaro lideram a corrida presidencial.
Lula e Flávio Bolsonaro lideram a corrida presidencial.
Foto: Pedro Kirilos/Wilton Junior/Estadão / Estadão

A coligação de Lula (PT) protocolou no último sábado, 29, uma ação na Justiça Eleitoral contra Flávio Bolsonaro, pedindo a cassação do registro do candidato à Presidência do PL e a inelegibilidade do adversário.

A campanha de Lula tomou essa medida após a presença de Flávio Bolsonaro na Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo. Durante o evento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chamou o candidato à Presidência ao palco, no que a chapa do petista considera ter sido um "showmício disfarçado" e um caso de "financiamento empresarial indevido."

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Em Barretos, Flávio conversou com o público do evento. O candidato pediu votos a quem estava presente e se declarou "futuro presidente do Brasil". Ele também apresentou promessas relacionadas ao agronegócio e à instituição familiar.

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Para a campanha de Lula, ao utilizar uma estrutura profissional de grande porte e financiada por empresas privadas, o discurso de Flávio configura uma doação indireta.

"O abuso é patente, portanto, não só pelo tamanho do evento, como também pela utilização de estrutura custeada por pessoa jurídica, a caracterizar doação indireta de fonte vedada", diz a coligação.

A chapa ainda argumenta que a presença de Flávio no palco da festa não foi uma "manifestação espontânea", mas um ato político "previamente organizado e coordenado, inserido deliberadamente na programação do evento."

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"Houve a transformação do que seria um evento cultural, artístico e esportivo em um verdadeiro comício eleitoral em favor dos Representados Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar. O eleitor que comprou um ingresso para assistir a shows artísticos foi surpreendido com um verdadeiro ato de campanha eleitoral durante o intervalo. Não houve somente o desvirtuamento de um show em comício, mas também ato de campanha em bem de uso comum cuja veiculação de propaganda é terminantemente proibida", diz o texto.

Terra procurou a campanha de Flávio Bolsonaro e aguarda resposta.

Fonte: Portal Terra
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