Meta nega descumprimento de decisão do TSE e diz ter retirado 720 publicações

Empresa afirma que trata as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro de forma igual e pede que Justiça Eleitoral não aplique multa

20 out 2026 - 15h38
(atualizado às 16h06)
Foto: Agência Pública

A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não houve demora ou resistência ao cumprimento das determinações para garantir tratamento igualitário às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A manifestação foi apresentada na segunda-feira, 19, e a empresa pediu que não sejam aplicadas multas.

Na petição de nove páginas, assinada pelas advogadas Patrícia Helena Marta Martins e Bruna Borghi Tomé, do escritório TozziniFreire, a empresa declarou que "não houve desídia nem resistência ao cumprimento das determinações". Segundo a Meta, as equipes trabalham desde 15 de outubro para atender às 17 exigências da Justiça Eleitoral.

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Entre as providências, a empresa informou que adotou revisão humana para restrições automáticas às contas de anúncios dos dois candidatos, com prazo de até duas horas. Também afirmou ter implementado uma ferramenta para impedir anúncios eleitorais contratados por pessoas ou entidades não autorizadas.

A Meta disse ainda que analisou 1.204 publicações suspeitas de apresentar conteúdo eleitoral produzido com inteligência artificial sem a identificação exigida. Desse total, 720 foram retiradas do ar, 270 já estavam identificadas corretamente e 214 não foram consideradas conteúdos eleitorais. A empresa também declarou não ter encontrado indícios de atuação coordenada irregular entre os 255 perfis apontados à Justiça Eleitoral.

A companhia alegou que aplica os mesmos critérios às duas candidaturas e que problemas registrados no sistema de anúncios decorreram de uma falha global. O Terra não teve acesso aos documentos técnicos citados para comprovar essas informações.

A manifestação ocorre após o ministro Marco Aurélio Bellizze dar 24 horas para a Meta comprovar o cumprimento das determinações, sob risco de multa diária de R$ 1 milhão.

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O caso começou com questionamentos da campanha de Lula sobre restrições ao alcance de publicações. A campanha de Flávio também apresentou reclamações à Corte.

Na manifestação, a Meta pediu prazo adicional para apresentar informações pendentes e solicitou uma reunião com o gabinete do ministro para esclarecer questões técnicas.

Fonte: Portal Terra
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