Alckmin: Lula tem 'espírito republicano' e respeitará resultado de eleições em Estados

20 out 2026 - 14h28
Resumo
Em Curitiba, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que Lula respeitará os resultados das eleições de 2026 nos estados e municípios, mantendo o trabalho federativo com os eleitos. Alckmin enfatizou que o pleito define o apreço pelas instituições democráticas contra a "barbárie", criticando o opositor Flávio Bolsonaro por declarações sobre alterações na Constituição e no Judiciário. A fala ocorreu durante o evento de campanha "Paraná pela Virada", que reuniu líderes petistas e empresários.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira, 20, que o presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem "espírito republicano" e respeitará os resultados das eleições, independentemente dos partidos vencedores nos Estados e municípios. Durante coletiva de imprensa em Curitiba, Alckmin criticou o adversário na campanha, o senador Flávio Bolsonaro (PL), associando o candidato à extrema direita e à "barbárie".

"O presidente Lula é um democrata, com espírito republicano, e quem for eleito vai ser respeitado", afirmou Alckmin, que também é vice na chapa de Lula nas eleições de 2026.

Publicidade

Segundo Alckmin, o governo continuará trabalhando em conjunto com governadores e prefeitos. "O governo vai fazer um trabalho federativo, ouvindo Estados e municípios", acrescentou.

O vice-presidente também afirmou que a disputa eleitoral não deve ser tratada apenas como um confronto entre campos ideológicos, mas como uma escolha sobre o respeito às instituições democráticas. "Você pode ser um pouco mais à direita, um pouco mais à esquerda, um pouco mais alto, um pouco mais baixo. O que diferencia mulheres e homens na vida pública é quem tem apreço pela democracia e quem não tem", declarou.

Ao criticar o bolsonarismo, Alckmin questionou discursos de ruptura institucional. "Onde é que já se viu alguém dizer que vai rasgar a Constituição e prorrogar seu próprio mandato?", afirmou.

"Essa é a nossa luta. Na democracia é o povo que manda, e quem ouve mais o povo erra menos. Não é questão de direita ou esquerda, é apreço pela democracia ou pela barbárie", acrescentou Alckmin.

Publicidade

Em coletiva de imprensa no dia 7 de outubro, Flávio declarou que o Brasil não vive uma "democracia plena" e defendeu usar a maioria de seus aliados no Congresso para mudar a Constituição e "redemocratizar o país".

Entre as propostas mencionadas pelo candidato estão mudanças no Judiciário e o fim da reeleição, com possibilidade de ampliar o mandato presidencial de quatro para cinco anos. Flávio afirmou que as alterações dependeriam de aprovação de propostas de emenda à Constituição (PECs) pelo Congresso.

Alckmin está em Curitiba nesta terça-feira para participar do ato de campanha "Paraná pela Virada", em apoio à reeleição de Lula. O evento ocorre no Espaço Torres, no Jardim Botânico, e reúne lideranças petistas e empresários paranaenses. O vice-presidente também tem previsto um encontro com o arcebispo de Curitiba, dom José Antônio Peruzzo, durante a tarde.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se