Lula e Flávio Bolsonaro chegam a acordo para abertura simultânea de sigilos

TSE ainda precisa autorizar a petição protocolada; proposta é que os dados sejam divulgados até 23h59 desta quinta-feira, 22

22 out 2026 - 13h31
(atualizado às 13h58)
Lula desafiou Flávio Bolsonaro a revelar seu sigilo telefônico e bancário durante debate Band/Estadão.
Lula desafiou Flávio Bolsonaro a revelar seu sigilo telefônico e bancário durante debate Band/Estadão.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) chegaram a um acordo para a abertura de sigilos nesta quinta-feira, 22. Foi apresentado um documento pelo senador Camilo Santana (PT) que indica a autorização total e simultânea da abertura de sigilo de ambos, com divulgação em endereço eletrônico de acesso público. A medida precisa de aval do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que é o responsável pelo caso na Corte. 

"Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Nantes Bolsonaro candidatos à Presidência da República, já qualificados nos autos, vêm, conjuntamente, informar que aceitaram integralmente os termos recíprocos do desafio objeto destes autos e autorizam a abertura total dos respectivos sigilos", diz trecho do documento obtido pela Globonews.

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No acordo, eles indicam que as devidas liberações devem ser enviadas ao TSE até 23h59 desta quinta-feira. Por parte de Mendonça, cobram agilidade do Judiciário e pedem para que ainda hoje ocorra a requisição de dados ao Banco Central do Brasil, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia, e sua divulgação simultânea no DivulgaCandContas ou em outro site de acesso público.

"A abertura será imediata, total, nas condições integrais aceitas por ambos, e simultânea para os dois candidatos. Os dados relativos às autorizações já apresentadas, próprias, de familiares, e de empresas, serão abertos e divulgados hoje, 22.10.2026", detalha o texto.

O documento foi assinado pelo presidente Lula e pela advogada de Flávio Bolsonaro, Maria Claudia Bucchianeri.

O que dizem as campanhas?

A petição foi entrege ao TSE por Camilo Santana e Edinho Silva, que atuam na coordenação da campanha, e Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Eles defenderam a transparência dos candidatos, mas questionaram a exclusão da Alcazar Holdings das condições propostas pelo senador. O que a coordenação aponta, é que a empresa está relacionada a Willer Tomaz, advogado investigado pela Polícia Federal em caso que envolve suspeitas de desvios de recursos de aposentados.

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“Quem propôs o desafio de abrir o sigilo bancário foi o presidente Lula. O Flávio Bolsonaro demorou quatro dias para dizer que aceitava. Só que ele disse que aceitava, não colocou prazo e ainda colocou condicionantes”, afirmou Boulos. “É preciso que o sigilo e todas as autorizações sejam feitas hoje para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão e quem não é ladrão nesse país”, complementou Santana.

O acordo segue de pé. Mas, em paralelo, a equipe de Flávio também critica o adversário alegando que Lula ainda não entregou um documento detalhando a quebra de seus sigilos, "como também não apresentou documentos do seu filho Lulinha, de sua esposa Rosângela da Silva, a Janja, de seu assessor direto Marcola". O que foi entregue foi um termo de compromissos, reforçam.

“Mais uma vez Lula frustrou e descumpriu sua promessa. Lula não entregou documentos. O que basicamente apresentou foi mais uma petição, mais um pedido para que tudo seja entregue por todo mundo, que já estava nos autos. Ou seja, esse momento hoje de manhã se tornou absolutamente desnecessário porque o Lula não cumpriu aquilo que prometeu”, disse Deltan Dallagnol, eleito senador no Paraná e aliado de Flávio.

*Matéria em atualização

Fonte: Portal Terra
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