Flávio Bolsonaro (PL) apareceu com uma “cola” escrita na mão durante entrevista à TV Globo nesta sexta-feira, 16. O momento chamou a atenção de internautas nas redes sociais, que repercutiram a presença da palavra “motoboy” na mão do senador e candidato à Presidência da República.
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Durante a sabatina, Flávio respondeu a uma pergunta da jornalista Renata Lo Prete sobre os ataques em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023 e negou tentativa de golpe de Estado na ocasião. Na sequência, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de prejudicar os motoboys de São Paulo.
“Hoje, o verdadeiro golpe que está acontecendo é o do atual presidente, o golpe que ele se vinga dos motoboys de São Paulo por causa do prefeito Ricardo Nunes, que é opositor a ele. Em uma canetada, ao invés de ele autorizar a prefeitura a fazer a faixa azul para autorizar os motoboys a andarem com segurança nas ruas, ele, por birra com o Ricardo Nunes, ele fica punindo os motoboys, que merecem trabalhar dignamente”, comentou.
Não é a primeira vez que Flávio recorre à estratégia. Em 28 de agosto deste ano, durante outra entrevista da série com presidenciáveis promovida pela emissora, o senador também chamou a atenção por levar anotações na mão esquerda. Na ocasião, a mensagem, escrita em caneta azul, dizia: “Mudança, futuro, 7/set”.
A prática também foi adotada por seu pai, Jair Bolsonaro (PL), durante a campanha eleitoral de 2022. Naquele ano, o então presidente e candidato à releição participou de uma sabatina no Jornal Nacional com as palavras "Nicarágua", "Argentina" e "Colômbia" anotadas na palma da mão. A intenção era despertar a curiosidade dos telespectadores e incentivá-los a pesquisar sobre os países, associados naquele contexto a governos da esquerda.
Ainda em 2022, Jair Bolsonaro voltou a utilizar o recurso em outra participação no Jornal Nacional, desta vez com as palavras "Deus", "família" e "Brasil" escritas na mão. Durante um debate promovido pela RedeTV!, o então candidato também levou anotações com os termos "pesquisa", "armas" e "Lula".