Flávio Bolsonaro leva 'cola na mão' em sabatina na TV Globo; saiba o que estava escrito
Candidato Flávio Bolsonaro (PL) é o quinto a participar da série de entrevistas com os presidenciáveis promovida pela emissora
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) é o quinto a participar da série de entrevistas com os presidenciáveis promovida pela TV Globo na noite desta sexta-feira (28). A conversa, conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli, começou com uma pergunta sobre o escândalo envolvendo o Banco Master e a relação de Daniel Vorcaro, controlador da instituição, com o financiamento do filme Dark Horse, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro. O que também chamou a atenção foi a “cola” escrita na mão esquerda do candidato.
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Escrita em caneta azul, a cola dizia: "Mudança, futuro, 7/set". A 'cola' repercutiu nas redes sociais com muitos internautas tentando descobrir o que estava escrito. “O que está escrito na mão Flávio é ‘mudança, futuro e 7/set’. Isso?”, escreveu um usuário. “Alguém conseguiu ver a cola escrita na mão do Flávio Bolsonaro no debate da TV Globo?”, questionou outro.
As palavras fazem alusão à recente convocação do senador e candidato à Presidência da República para um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 7 de setembro. A mobilização foi divulgada por Flávio Bolsonaro nas redes sociais nesta semana.
A estratégia não é nova no clã Bolsonaro. Em 2022, Jair Bolsonaro, então presidente e candidato à reeleição, também recorreu à “cola” na mão durante a sabatina do Jornal Nacional. Na ocasião, ele escreveu “Nicarágua”, “Argentina” e “Colômbia” na palma da mão. A intenção era despertar a curiosidade dos telespectadores e levá-los a pesquisar os nomes dos países, então associados a regimes de esquerda.
No mesmo ano, Bolsonaro repetiu a estratégia no JN, desta vez com as palavras “Deus”, “família” e “Brasil” anotadas na mão. Já durante o debate da RedeTV!, o então candidato escreveu “pesquisa”, “armas” e “Lula” na palma da mão.
Sabatina
O escândalo do Banco Master foi o primeiro assunto abordado pela bancada da Globo. Renata citou a questão do banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes bilionárias, ter repassado R$ 61 milhões para financiar o filme Dark Horse, que conta a história de Jair Bolsonaro. A jornalista relembra o vai e vem de Flávio em negar e, depois, reconhecer relações com ele. "Como convencer o eleitor de que você não teve um relacionamento próximo com Vorcaro?", questiona.
Flávio tenta descolar sua imagem à de Vorcaro enquanto tenta aproximá-lo de adversários políticos. "O que não é adequado é um presidente da República receber, em uma reunião secreta, um banqueiro prometendo ajudá-lo a resolver um problema do seu banco. Quem deve esclarecimentos é o atual Presidente da República", disse, quando questionado sobre seu encontro com Vorcaro após os escândalos em torno do banqueiro já terem sido revelados.
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