Dólar fecha a R$ 5,40 e Bolsa desaba mais de 13% após reeleição de Lula

Moeda americana registrou maior alta diária desde 1999

26 out 2026 - 18h43
(atualizado às 19h04)
Resumo
Após a reeleição de Lula, o mercado financeiro reagiu com forte pessimismo: o dólar saltou 8,21%, atingindo R$ 5,40 na maior alta diária desde 1999, e o Ibovespa desabou 13,88%, aos 176.608 pontos, pior queda desde março de 2020. O tombo acionou o circuit breaker na B3 e atingiu duramente os setores de varejo e bancário, com Magazine Luiza caindo 58,23% e Banco do Brasil recuando 29,33%. O movimento reflete o temor dos investidores quanto à política fiscal e ao controle das contas públicas no novo mandato.
'Circuit breaker' é acionado em momentos de turbulência econômica, política e financeira, diante de quedas acentuadas na Bolsa brasileira
'Circuit breaker' é acionado em momentos de turbulência econômica, política e financeira, diante de quedas acentuadas na Bolsa brasileira
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

No primeiro pregão após a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dólar comercial fechou em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,40, sendo a maior valorização diária da moeda americana desde janeiro de 1999. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 13,88%, aos 176.608 pontos.

Em um dia marcado pela forte reação dos investidores ao resultado eleitoral, a Bolsa registrou sua maior queda percentual desde março de 2020, quando os mercados globais foram severamente impactados pela pandemia de Covid-19.

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Entre as ações com as maiores perdas, destacaram-se as do Magazine Luiza, que despencaram 58,23%. Na sequência, apareceram Vamos, com queda de 56,79%, e Hapvida, que recuou 54,93%. Empresas ligadas aos setores de consumo, varejo e mercado imobiliário também registraram perdas expressivas ao longo do pregão.

As ações dos bancos também fecharam em baixa. O Banco do Brasil liderou as perdas entre as instituições, com recuo de 29,33%, seguido pelo Bradesco, que caiu 21,40%. O Itaú registrou desvalorização de 13,66%, enquanto o Santander recuou 4,47%.

Na B3, a Bolsa de Valores brasileira, o mecanismo conhecido como circuit breaker foi acionado após o Ibovespa registrar queda superior a 10% no início da sessão, interrompendo temporariamente as negociações. O mecanismo é utilizado para conter movimentos extremos e reduzir o risco de oscilações desordenadas no mercado acionário.

Sua última utilização havia ocorrido em 2020, durante a crise provocada pela pandemia de Covid-19. Após a retomada das negociações, o Ibovespa chegou a registrar perdas superiores a 15%, segundo o relato.

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No mercado cambial, o dólar chegou a subir 9,7% durante o dia, antes de encerrar o pregão com valorização de 8,21%, a R$ 5,40. A alta diária foi a maior desde 1999, enquanto a cotação representou o maior patamar desde julho de 2025.

Parte do mercado financeiro manifesta preocupação com a política econômica de Lula em seu quarto mandato. Entre os pontos de atenção estão as perspectivas para as contas públicas, já que o presidente tem defendido medidas de estímulo ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e minimizado a necessidade de um ajuste fiscal mais rigoroso. .

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