Mais uma vez, uma declaração de Eduardo Bolsonaro (PL) acabou tendo consequências para a própria família. Dois dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, o ex-deputado defendeu que o irmão, Flávio Bolsonaro (PL), deixasse o Brasil caso perdesse a disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após a derrota do senador, a fala foi citada por Flávio como fundamento para a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega de seus passaportes e o proibiu de deixar o País.
A fala de Eduardo foi feita na sexta-feira, 23, durante uma entrevista ao podcast norte-americano Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista Steven Crowder. "Presumo que, se meu irmão não ganhar [a eleição], sou a favor que ele deixe o país", declarou Eduardo.
Eduardo também sugeriu que os Estados Unidos enviassem tropas ao Brasil. "Envie os fuzileiros navais”, disse, provocando risadas dos apresentadores. Durante a entrevista, Eduardo ainda questionou a segurança das urnas eletrônicas e defendeu o voto impresso, sem apresentar provas de fraude no sistema eleitoral brasileiro.