O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu Flávio Bolsonaro (PL) de "manter contato, por qualquer meio, direto ou por interprosta pessoa, com Willer Tomaz" no âmbito de uma investigação contra ele que tramita na Corte. Além disso, também foi determinado o cancelamento e a entrega dos passaportes de Flávio. A decisão, obtida pela GloboNews, foi emitida nesta segunda-feira, 26.
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A relação de Flávio com o empresário e advogado Willer Tomaz foi alvo de polêmicas na reta final do segundo turno das eleições gerais. Os dois são amigos e teriam conexões entre empresas e plataformas de bets, viagens e até endereços. O outro ponto em comum entre ambos são as investigações, já que o senador é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, envolvendo justamente o advogado, a quem descreve como amigo.
Willer, por sua vez, é alvo de outra apuração por possível envolvimento no desvio de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ainda há outro nome entre os dois, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por uma fraude bilionária.
Flávio já confirmou ter uma relação de "amizade legítima" com Willer e disse que "qualquer tentativa de insinuar irregularidade a partir dessa afinidade pessoal é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos".
Moraes determinou:
- (1) a PROIBIÇÃO de FLÁVIO NANTES BOLSONARO manter contato, por qualquer meio, direto ou por interposta pessoa, com WILLER TOMAZ;
- (2) o CANCELAMENTO de todos os passaportes emitidos pela República Federativa do Brasil em nome de FLAVIO NANTES BOLSONARO, incluindo os passaportes diplomáticos, tornando-os sem efeito, comunicando-se à Polícia Federal, inclusive para inclusão do alerta migratório no sistema SONAR e ao Ministério das Relações Exteriores, para adoção imediata das providências cabíveis;
- (3) a entrega, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, de passaportes de outras nacionalidades.
Flávio Bolsonaro comentou a situação em vídeo publicado em suas redes sociais. Segundo ele, a Polícia Federal esteve presente na casa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, na manhã desta segunda-feira, durante visita. "Fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o País".
"A decisão de Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição", explicou. Em nota, a campanha de Flávio afirmou que ele cumprirá a determinação.
No caso, durante entrevista ao podcast norte-americano Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista Steven Crowder, Eduardo Bolsonaro disse: "Presumo que, se meu irmão não ganhar [a eleição], sou a favor que ele deixe o país".
*Matéria em atualização