Do foco na saúde mental à proibição da publicidade: veja as propostas dos candidatos à Presidência para as bets

Planos de governo dos principais candidatos apresentam diferentes caminhos para enfrentar os impactos das apostas

26 ago 2026 - 04h58
Foto: Getty Images

As bets entraram na campanha presidencial. Entre barra beneficiários de programas sociais, ampliar o atendimento em saúde mental e até proibir a publicidade das plataformas, os planos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) apresentam estratégias distintas para lidar com os impactos das apostas on-line. Embora não tenha descrito no plano de governo, o candidato Romeu Zema (Novo) defendeu, durante sabatina aos veículos do grupo Globo (CBN, Valor e O Globo), o fim das bets logo no primeiro dia de um eventual mandato presidencial.

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Entre os candidatos que também aparecem entre os mais bem colocados nas pesquisas, Renan Santos (Missão) não apresentou propostas específicas sobre apostas on-line em seus planos de governo.

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Lula prioriza saúde mental e controle do crédito

No plano de governo de Lula, as apostas são tratadas principalmente como uma questão de saúde pública, proteção do consumidor e prevenção ao superendividamento.

O candidato propõe manter mecanismos de monitoramento e controle de gastos excessivos nas plataformas de apostas e aprimorar as regras para a concessão de crédito pelas instituições financeiras. A intenção é evitar que apostadores comprometam a renda e acabem endividados.

Na área da saúde, o plano prevê ampliar a atuação de profissionais e estratégias da rede de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), para atender pessoas que desenvolvam problemas relacionados às apostas.

Flávio proibe beneficiários de programas sociais

O Flávio propõe proibir que recursos recebidos por meio de programas sociais sejam utilizados em apostas. A justificativa é que valores destinados à alimentação e à manutenção das famílias não deveriam ser direcionados para jogos.

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O plano também prevê utilizar a estrutura da Caixa Econômica Federal para oferecer orientação financeira e promover campanhas educativas sobre os riscos do endividamento provocado pelas apostas. A proposta se aproxima de uma medida já adotada pelo governo federal. Em julho de 2026, o Ministério da Fazenda bloqueou o acesso de 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a sites de apostas.

Caiado defende proibição da publicidade

Ronaldo Caiado apresenta a proposta mais restritiva entre os três candidatos. Seu plano de governo trata as apostas como um problema econômico, social e de segurança pública e defende a proibição total da publicidade de bets em veículos de comunicação de massa e nas redes sociais.

Além da restrição à propaganda, Caiado propõe estabelecer um teto de gastos para apostadores e ampliar a atuação do Ministério da Segurança Pública contra plataformas ilegais.

O plano também inclui medidas para combater a lavagem de dinheiro e prevê o monitoramento do setor esportivo como forma de prevenir a manipulação de resultados.

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Fonte: Portal Terra
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