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Quais outras ligas de futebol não permitem patrocínio de bets? Veja casos similares à Premier League

Itália, Espanha e Países Baixos adotaram regras mais rígidas, enquanto Bélgica e Austrália avançam com restrições graduais ao setor

21 ago 2026 - 16h02
(atualizado às 17h47)
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Resumo
A Premier League baniu o patrocínio máster de casas de apostas nos uniformes, seguindo uma tendência global de regulação. Países como Itália, Espanha e Países Baixos já adotam restrições ainda mais severas, vetando completamente essas marcas em uniformes e eventos esportivos. A Bélgica iniciou um bloqueio gradual que culminará no banimento total em 2028, enquanto a Austrália tramita projetos no Parlamento para restringir a publicidade de apostas no setor esportivo.

A Premier League deu um passo em direção à mudança nos patrocínios de bets nos clubes da Inglaterra. Com a volta da liga nesta sexta-feira, 21, todas as equipes que tinham casas de apostas estampadas na frente de suas camisas tiveram de mudar devido à medida aprovada pelos próprios times em 2023.

A nova decisão, no entanto, não é inédita, já que outros países já adotaram providências similares ou até mais restritivas do que as presentes na terra do rei.

Espanha, Itália e Países Baixos possuem restrições mais amplas aos patrocínios esportivos de bets. Nesses casos, as equipes não podem mais exibir marcas do setor nas camisas de jogo.

Outro exemplo é a Bélgica, que se assemelha ao campeonato inglês. Desde 2025, os times do país tiveram de mudar seus acordos de patrocínio máster e caminham para uma restrição completa em 2028.

Fora da Europa, a Austrália ainda discute mudanças na regulamentação. O Parlamento do país debate uma proposta que prevê novas limitações à exposição das bets no esporte. A medida ainda está em tramitação na Câmara dos Representantes.

Itália foi uma das primeiras a instituir medidas de restrição às bets

A Itália foi um dos primeiros países a adotar regras mais rígidas contra a publicidade de casas de apostas. Em 2018, o governo aprovou o chamado Decreto Dignità, que proibiu qualquer forma de publicidade, inclusive indireta, de jogos e apostas com dinheiro, incluindo ações em eventos esportivos.

Desde 1º de janeiro de 2019, a regra também passou a valer para contratos de patrocínio de eventos, atividades e manifestações.

Foto: Getty Images

Essa decisão fez com que clubes e competições esportivas do país deixassem de ter acordos tradicionais com empresas do setor. A legislação italiana abrange todos os espaços disponíveis para publicidade nos uniformes, em uma diferença importante em relação à Premier League.

Mesmo assim, o mercado encontrou formas de manter marcas ligadas às apostas presentes no futebol italiano. Um exemplo é a Inter de Milão, que desde 2024 tem a Betsson.sport como patrocinadora máster e exibe a marca na parte da frente da camisa.

A empresa se apresenta como uma plataforma de informação e entretenimento esportivo, mas pertence ao grupo Betsson, que atua no mercado de apostas esportivas e cassino online

Espanha e Países Baixos ampliaram as restrições ao patrocínio de bets no futebol

Na Espanha, as mudanças começaram em 2020, quando o governo aprovou o Real Decreto 958/2020. A norma proibiu, entre outras formas de publicidade, o patrocínio de casas de apostas em camisas e equipamentos esportivos.

Também foram estabelecidas limitações para a presença dessas empresas em equipes, competições e instalações esportivas.

Já nos Países Baixos, a regra adotada foi ainda mais ampla. Desde 1º de julho de 2025, operadores de apostas online não podem patrocinar clubes, equipes ou competições esportivas.

A mudança fez parte de um processo iniciado em 2023, quando o país começou a limitar a publicidade não direcionada de jogos de azar.

Bélgica e Austrália seguem caminhos distintos

A Bélgica adotou uma mudança gradual nas regras para o setor. Desde 1º de janeiro de 2025, empresas de apostas não podem mais estampar suas marcas na parte da frente dos uniformes esportivos, em uma medida semelhante à adotada pela Premier League.

Porém, a legislação prevê uma restrição ainda maior a partir de 2028, quando os operadores não poderão patrocinar organizações esportivas profissionais.

No caso da Austrália, a proposta prevê a retirada de publicidade de apostas dos uniformes e dos locais esportivos, além de outras medidas para limitar a exposição das empresas no esporte. O projeto também prevê novas regras para a publicidade online e em outros meios de comunicação.

Estadão
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