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'RÉcorde' ou 'reCOrde'? Saiba a forma certa de pronunciar a palavra 'recorde'

O MPF-MG moveu uma ação civil pública contra a Globo, alegando que a emissora estava pronunciando a palavra da forma errada; entenda

20 fev 2026 - 04h58
O programa Jornal Nacional é um dos citados no processo do MPF, que pede indenização de R$ 10 milhões por erro da pronúncia de 'recorde' pela emissora
O programa Jornal Nacional é um dos citados no processo do MPF, que pede indenização de R$ 10 milhões por erro da pronúncia de 'recorde' pela emissora
Foto: Reprodução/Facebook/Jornal Nacional

'RÉcorde'? Ou 'reCOrde'? Não são poucas as palavras da lingua portuguesa que deixam aquela pulga atrás da orelha quando o assunto é pronúncia. No caso da palavra 'recorde', o Ministério Público Federal em Minas Gerais processou a Globo alegando um erro de pronúncia. A ação justifica se tratar de uma “lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa" que está gerando um "efeito manada" na população. Mas, afinal, qual é a forma certa de falar 'recorde'?

Segundo especialistas consultados pelo Terra, as duas formas estão corretas.

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A prova pode ser tirada ao consultar o dicionário. No Michaelis, por exemplo, reconhecido como um dicionário de referência, as duas formas de pronúncia são consideradas. O mesmo ocorre no Dicionário Caldas Aulete (Aulete Digital) e no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.  

O que explicam, é que a pronúncia 'récorde' é mais difundida por conta da similaridade sonora com o termo em inglês. Porém, no Brasil, ambas formas estão corretas e são consideradas adequadas.

Mais sobre o caso

O Ministério Público Federal em Minas Gerais processou a Globo alegando pronúncia incorreta da palavra ‘recorde’. A ação civil pública foi movida pelo procurador Cléber Eustáquio Neves, que pede multa de R$ 10 milhões. O caso foi revelado pela coluna Outro Canal, do F5, e confirmado pelo Terra.

A reportagem acionou o MPF, que apenas confirmou o processo, mas não se manifestou. A Globo também foi procurada, mas não se manifestou até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto e será atualizado em caso de resposta. 

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Na petição inicial, protocolada no último dia 29, o procurador alega que repórteres e apresentadores da Globo têm adotado a pronúncia errada da palavra, fazendo com que telespectadores sejam influenciados a também pronunciem o termo da forma errada.

"A palavra 'recorde' é paroxítona, com a sílaba tônica em cor: reCORde. Portanto, não leva acento gráfico e não deve ser pronunciada como proparoxítona. Leia-se RÉ-cor-de", aponta o procurador, que adicionou vídeos do Jornal Nacional, do Globo Esporte e do Globo Rural para comprovar seu ponto. Como mostrado pelo Terra, apesar disso, as duas pronúncias são consideradas corretas segundo especialistas e aparecem, sim, registradas como variantes em dicionários de prestígio. 

"A Globo atua como um braço do Estado na difusão de informações, portanto, a utilização da norma culta da língua portuguesa não é uma opção estética, mas um modelo de qualidade e eficiência administrativa", alegou, em outro trecho. "Quando uma concessionária de alcance nacional propaga, de forma reiterada e sistemática, um erro de pronúncia, conhecido por erro de prosódia, ela viola o direito difuso da sociedade a ter acesso a uma programação com finalidade educativa e informativa", complementa Neves, defendendo seus argumentos. 

Além da multa de R$ 10 milhões por “lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa”, o MPF-MG também pede uma retificação em rede nacional a respeito da palavra “recorde” em telejornais e programas esportivos da emissora.

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Fonte: Portal Terra
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