Os últimos temas de redação do Enem abordaram questões sociais brasileiras como envelhecimento, herança cultural, trabalho feminino, povos originários e registro civil, com foco em direitos humanos e garantias constitucionais.
Os cinco últimos temas da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) priorizaram problemas sociais brasileiros ligados a garantias constitucionais, minorias e direitos humanos. Saber disso ajuda o vestibulando a se preparar para o teste, marcado para os dias 8 e 15 de novembro – a prova de redação ocorre na primeira data.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira exige a produção de um texto dissertativo-argumentativo com limite de 30 linhas, avaliado em cinco competências técnicas com pontuação máxima de 1.000 pontos.
A proposta de intervenção vinculada à tese necessita conter cinco elementos obrigatórios: agente realizador, ação executada, meio de efetivação, efeito pretendido e detalhamento explicativo.
Quais temas caíram de nas últimas edições do Enem?
A edição de 2025 debateu o tema "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira", exigindo a análise do culto à juventude, da marginalização produtiva do idoso e do atendimento médico especializado no Sistema Único de Saúde.
Em 2024, a proposta abordou os "Desafios para a valorização da herança africana no Brasil", na qual a banca avaliadora demandou reflexão sobre impactos estruturais e o papel formativo da cultura afro-brasileira.
A aplicação de 2023 trouxe os "Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil", exigindo reflexão sobre a sobrecarga doméstica não remunerada e a formulação de intervenções estatais.
No exame de 2022, o comando tratou dos "Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil", cobrando apontamentos sobre direitos territoriais e preservação de identidades como indígenas, quilombolas e ribeirinhos.
O teste de 2021 abordou a "Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil", esperando a discussão sobre a omissão estatal no fornecimento de certidão de nascimento como barreira de acesso aos serviços públicos fundamentais.