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Unidades de saúde de SP têm escassez de 'kit intubação'

Levantamento Cosems-SP aponta que estoques de bloqueadores neuromusculares e sedativos só devem durar até uma semana na maioria das unidades

7 mai 2021 17h55
| atualizado às 18h13
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Levantamento do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP) aponta que a escassez do chamado "kit intubação" continua na maior parte dos serviços de saúde. Segundo o balanço, o atual estoque de bloqueadores neuromusculares só deve durar no máximo uma semana em 62% das unidades. Já para os sedativos, a mesma situação é observada em 57,3% dos casos.

Esses medicamentos são utilizados para sedação e anestesia de pacientes graves com covid-19, garantindo que a pessoa seja intubada sem sentir dor ou tentar arrancar o tubo em reação involuntária. Em abril, o Ministério Público Federal em São Paulo chegou a acionar a Justiça para garantir a reposição de remédios que já estavam em falta na época.

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Paciente portador da doença do coronavírus (COVID-19) é transportado em hospital de campanha instalado no ginásio esportivo Dell'Antonia, em Santo André, nos arredores de São Paulo, Brasil. 07/04/2021. REUTERS/Amanda Perobelli.
Foto: Reuters

O Cosems afirma ter feito levantamentos periódicos do cenário de abastecimento, por meio do sistema MedCovid, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, com dados até a última terça-feira, 4. As informações são fornecidas pelas próprias instituições de saúde, que preenchem o sistema.

De acordo com o conselho, o balanço reuniu dados de serviços municipais em mais de 260 cidades do Estado. A lista inclui hospitais, unidades de pronto atendimento (UPA) e outros serviços que atendem pacientes do novo coronavírus em São Paulo. "Até o dia 04 de maio a situação demonstrada apontou pouca alteração nos dados obtidos em 28 de abril", diz o Consems-SP, em nota.

Para os bloqueadores neuromusculares, houve resposta de 1.682 serviços de saúde em 262 municípios. Segundo o balanço, em 769 deles, ou 45,6%, a autonomia está zerada - ou seja, não há mais estoque. Em outros 276 (16,4%), há medicamentos para até uma semana. Só em 225 (13,3%), o estoque pode durar mais de dois meses.

Já para os sedativos, 1.215 unidades, em 266 cidades, preencheram o sistema. A autonomia está zerada em 469 delas (38,6%) e só deve durar até sete dias em 227 (18,7%). Em 159 (13,1%), há estoque para mais de 60 dias.

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