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Ministério recua e agora diz que responsabilidade de testes de covid é compartilhada

Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica alertou nesta quarta-feira, 12, para a possibilidade de falta de exames de antígeno e PCR no País. Pasta diz que divide responsabilidade com Estados e municípios

12 jan 2022 - 21h41
(atualizado em 13/1/2022 às 10h38)
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BRASÍLIA - Depois de a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) ter emitido nota técnica nesta quarta-feira, 12, com recomendações aos laboratórios privados para que testem somente pacientes em estado grave, diante da possibilidade de desabastecimento dos estoques, o Ministério da Saúde se desvinculou do eventual cenário de escassez na rede pública e atribuiu a responsabilidade pela testagem no País aos Estados e municípios.

Em nota, a pasta chefiada por Marcelo Queiroga informou estar atenta à situação de testes para covid-19 e disse realizar "rotineiramente" o monitoramento da disponibilidade de insumos necessários para a realização dos exames no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério, porém, destacou que cabe aos Estados e municípios adquirir os recursos para os diagnósticos.

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Na manhã desta quinta-feira, 13, o Ministério encaminhou uma nova versão da nota em que consta a informação de que a responsabilidade pela disponibilização de testes na rede pública é compartilhada entre o governo federal, Estados e municípios. De acordo com o Ministério, o fluxo da entrega dos insumos para a realização dos exames é feito de acordo com a demanda dos laboratórios centrais de cada Estado.

"Atualmente, todos os laboratórios encontram-se abastecidos dos insumos necessários para a realização dos testes", afirma a Saúde. "No entanto, por conta da pandemia da Covid-19, a pasta tem apoiado os estados com a disponibilização dos testes. Desde o início da pandemia foram entregues mais de 27,4 milhões de testes do tipo RT-PCR e 38,8 milhões de testes rápidos de antígeno para todo o país", diz a nota do Ministério.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga
Foto: Wilson Dias/Agencia Brasil / Estadão

Minutos antes da divulgação da nota, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) apresentou ofício ao ministro Queiroga com demandas que envolviam, dentre outras medidas, "o aporte de recursos financeiros para abertura, no menor tempo possível, de pontos de testagem em massa para acesso de primeiro contato de toda a população". No mesmo documento, é solicitado o reconhecimento da existência de uma nova onda de covid-19 no País provocada pela disseminação da variante Ômicron.

O Conass acredita que o crescimento de casos, impulsionado pela nova variante, volta a impor desafios aos sistemas de saúde público e privado do país. Destaca-se que, mesmo com a suspeita da menor gravidade, com a alta transmissão aumentam as chances de hospitalização, principalmente na população sem esquema vacinal completo', avaliou o conselho.

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Mais cedo nesta quarta, a Abramed afirmou que a alta transmissibilidade da Ômicron causou "um aumento exponencial" nos casos de Covid-19, que, como consequência, gerou crescimento repentino na demanda por testes. No comunicado, a associação alerta os laboratórios nacionais para "ameaça de desabastecimento de insumos" essenciais para a realização dos exames, como os cotonetes utilizados na testagem de tipo RT-PCR.

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