O papa Leão XIV realizou uma cirurgia torácica minimamente invasiva em Roma para retirar um nódulo pulmonar detectado precocemente, com compromissos oficiais suspensos até 20 de outubro durante sua recuperação.
O papa Leão XIV deixou o Vaticano na manhã desta terça-feira (13), em direção ao Hospital Policlínico Agostino Gemelli, em Roma, na Itália, onde será internado para tratar um nódulo pulmonar. O procedimento consiste em um procedimento torácico considerado de baixo risco.
Com 71 anos de idade, o líder católico informou que a alteração orgânica surgiu durante exames preventivos rotineiros. Em pronunciamento público no domingo (11), Leão XIV declarou: "Ele foi detectado em um estágio muito inicial e está bem localizado. Os médicos consideram a cirurgia adequada".
Como funciona a intervenção cirúrgica?
O procedimento operatório pulmonar costuma apresentar formato minimamente invasivo, podendo utilizar toracoscópio, instrumento composto por tubo fino dotado de câmera de vídeo. A explicação técnica foi concedida à agência Reuters pelo cirurgião Federico Venuto, do Hospital Policlínico Umberto I, ao pontuar que "a taxa de complicações é extremamente baixa".
Estatísticas da Sociedade Torácica dos Estados Unidos apontam que menos de 5% das lesões no tórax costumam ser malignas. Embora riscos clínicos aumentem com idade avançada ou histórico de tabagismo, os registros vaticanos assinalam que o líder religioso pratica partidas de tênis e não fuma.
Quanto tempo dura a internação?
A estimativa de reabilitação comunicada pelo porta-voz Matteo Bruni abrange cerca de uma semana dentro do centro médico. Durante a permanência hospitalar, Leão XIV segue assistido pelo diretor Luigi Carbone e despacha tarefas a partir de aposentos adaptados no décimo andar.
Os compromissos papais foram suspensos até o dia 20 de outubro por precaução clínica. Em razão do afastamento provisório, a celebração de encerramento da assembleia Amoris Laetitia, marcada para quarta-feira (14), foi delegada ao cardeal filipino Luis Antonio Tagle.